Aconteu
Mau negócio

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários, a Comissão de Trabalhadores da CP, e as comissões de utentes das linhas do Sado, de Sintra, de Cascais e da Azambuja rejeitam a privatização daquelas linhas suburbanas e anunciaram o lançamento de uma campanha com o objectivo de esclarecer e mobilizar as populações para a defesa do serviço de transportes públicos colectivos.

Notando que a privatização daquelas linhas, prevista no PEC, resultará na degradação do serviço prestado em detrimento do lucro (como já aconteceu com os transportes rodoviários); no aumento do preço dos títulos de transportes com graves implicações no orçamento das famílias; e no despedimento de trabalhadores afectos ao sector, as organizações concluem que este será «um bom negócio para uns poucos à custa do sacrifício de todos».

Nesse sentido, as estruturas representativas de trabalhadores e utentes lançaram uma petição à AR exigindo que esta impeça a entrega das linhas suburbanas da CP à exploração privada, e promovem uma campanha de esclarecimento que culmina na terceira semana de Maio com uma acção conjunta, no Rossio, a qual contará com testemunhos internacionais das consequências de processos semelhantes noutros países.


A saúde é um direito

Dezenas de utentes do Centro de Saúde da Ajuda concentraram-se, sexta-feira, 30, em defesa da manutenção em funcionamento daquela unidade, a qual, reclamam, pretendem dotada de meios técnicos e humanos capazes de responder às necessidades das populações.

Os utentes temem que as recentes transferências de pessoal, particularmente médicos para o Centro de Saúde de Alcântara, resulte no encerramento do Centro de Saúde da Ajuda, situação que os presentes no protesto rejeitaram enfaticamente.

«É intenção das populações das freguesias da Ajuda e São Francisco Xavier não deixarem conduzir o Centro de Saúde da Ajuda à morte lenta através do esvaziamento de consultas de especialidade, médicos, enfermeiros, administrativos, meios técnicos e o “despejo” de utentes para outras unidades», sublinharam os utentes em nota enviada à comunicação social.

«Porque será que a senhora Ministra da Saúde não responde às preocupações da população manifestadas em carta que lhe foi entregue há cerca de um mês?», questionaram ainda.


40 anos a cantar

Luísa Basto assinalou, sábado à noite, no ginásio-cine da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense (SFUAP), em Almada, quatro décadas a cantar o povo e a liberdade. Num espectáculo de sala cheia, apresentado por Cândido Mota e organizado pelo movimento associativo local - SFUAP, Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, Associação de Socorros Mútuos 1.º de Dezembro, União de Resistentes Antifascistas Portugueses, Academia Almadense, Escolas do Desportivo da Cova da Piedade e Associação dos Amigos do Concelho de Almada -, Luísa Basto apresentou algumas canções do seu mais recente trabalho, editado com poemas de António Henrique.

No espectáculo participaram ainda como convidados a Ensemble de Violinos da SFUAP, orientada por Irina Moscovciuc e acompanhada ao piano por Mariya Trofymenko, e Manuel Loureiro.


Solidariedade com Cuba

A Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) participou, quarta-feira, em Bruxelas, num protesto contra a condenação de Cuba no Parlamento Europeu, aprovada no passado dia 11 de Março.

A delegação da AAPC levou à capital belga e sede da UE cerca de 15 activistas, os quais se juntaram a mais de uma centena de outros, oriundos de vários comités de solidariedade de diversos países europeus, unindo-se, assim, no repúdio à posição injustificada e discriminatória assumida face à ilha socialista.



Resumo da Semana
Frases