Passados 120 anos das primeiras manifestações
Afirma-se na luta a força do 1.º de Maio

Nas comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores, a CGTP-IN apelou ao prosseguimento dos combates diários contra novos sacrifícios para quem trabalha, impostos em nome de uma crise que torna ainda mais ricos os senhores do grande capital. Para 29 de Maio, foi anunciada uma grande manifestação nacional, onde os justos motivos das diferentes lutas se farão ouvir, a uma só voz, exigindo novo rumo para o País.

A actualidade dos motivos e dos ideais que levaram à convocação da primeira grande acção internacional da classe operária, a 1 de Maio de 1890, foi salientada na sessão pública que o PCP realizou na semana passada, em Lisboa. Serão «efémeras e inseguras» as conquistas dos trabalhadores, arrancadas com a luta de gerações, «enquanto se mantiver o sistema de exploração», notou, a propósito, o Secretário-geral do Partido.

Neste caderno especial, juntamos a reportagem deste 1.º de Maio, em Portugal, com excertos das intervenções na sessão do Partido (ver também noticiário internacional, nas páginas 24 e 25). Assinalando o 120.º aniversário do 1.º de Maio, queremos assim realçar que a força dos trabalhadores afirma-se, com unidade e organização, na luta comum pelos seus direitos e interesses de classe, por uma sociedade sem exploração, por um futuro de progresso. É com essa força que se resiste à ofensiva do capital e se abre caminho à única alternativa: o socialismo.



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