Aconteu
Federação ibérica ganha adeptos

O Barómetro de Opinião Luso-Espanhol, apresentado sexta-feira, 21, revela que a ideia de uma federação ibérica é apoiada por 31 por cento de espanhóis e mais de 45 por cento de portugueses. Estes valores traduzem um aumento em relação a 2009, quando a ideia de uma Federação de Estados era apoiada por 30,3 por cento dos inquiridos espanhóis e 39,9 por cento dos portugueses.

O Barómetro foi realizado em Abril e Maio deste ano pela Universidade de Salamanca, com o apoio do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, a partir de um inquérito telefónico, informou a agência Lusa. 

As preferências dos inquiridos vão no sentido de formação de uma aliança estável como países ibéricos na União Europeia e nas relações com a América Latina, e a consolidação de plenos direitos políticos para os cidadãos de cada país residentes no outro.

Sobre os níveis de colaboração entre os dois países, o estudo revelou que a cooperação no âmbito judicial, policial e militar é a opção que recebe mais apoio entre os espanhóis, com mais de 92 por cento das respostas.


Palma de Ouro para Apichatpong Weerasethakul

O realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, de 39 anos, conquistou no domingo a Palma de Ouro na 63.ª edição do Festival de Cinema de Cannes com o filme «Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives», a estrear em Dezembro em Portugal com o título «O Tio Boonme Que se Lembra das Suas Vidas Anteriores». A longa-metragem aborda a temática da morte através da história de Boonmee, um homem muito doente que resolve passar os seus últimos dias evocando as pessoas que amou.

Já o Grande Prémio do Júri foi para Des Hommes et des Dieux, de Xavier Beauvois, enquanto o Prémio do Júri foi concedido a Un Homme qui Crie, de Mahamat-Saleh Haroun.

Juliette Binoche, por seu lado, conquistou o troféu de melhor actriz pela interpretação em Copie Conforme, e os actores Javier Bardem – em Biutiful – e Elio Germano – em La Nostra Vita – partilharam o prémio de melhor actor.


World Press Photo vista por 12 mil visitantes

A exposição da 53.ª edição do World Press Photo, que encerrou domingo, 23, no Museu da Electricidade, em Lisboa, foi vista por mais de 12 mil pessoas.

A mostra integra 179 fotografias premiadas no concurso anual daquela organização internacional, que promove o profissionalismo no fotojornalismo e a liberdade de informação, bem como o maior concurso mundial de fotojornalismo.

Para esta edição - com imagens captadas em 2009 - concorreram um total de 5847 fotógrafos com mais cem mil fotografias que o júri avaliou, premiando 300 captadas por 62 profissionais de 22 nacionalidades.

As categorias a concurso foram: Notícias e Documentários, Desporto, Retrato, Natureza, Quotidiano, Arte e Entretenimento.

A exposição irá agora para a Maia (Porto), seguindo depois para Portimão (Algarve) e Funchal (Madeira).


Britânicos atacam «despesa»

Duas semanas após a tomada de posse, a coligação governamental entre conservadores e democratas-liberais anunciou, na segunda-feira, 24, um programa de cortes orçamentais de seis mil milhões de libras (sete mil milhões de euros).

A generalidade dos ministérios é afectada pela redução de despesa, embora para já o novo governo britânico apenas tenha anunciado como medidas concretas o congelamento das admissões na Administração Pública, não confirmando a redução de 300 mil postos de trabalho avançada no fim-de-semana pela imprensa, e a eliminação dos subsídios de nascimento.

Todavia é de esperar que nas próximas semanas os cortes de milhões de libras nos ministérios dos Transportes, da Educação, Trabalho e Pensões se traduzam em medidas anti-sociais e não apenas, como o governo agora afirma, na eliminação de «despesas inúteis».

Também é expectável que a extinção de institutos e organismos públicos venha a pôr em causa milhares de empregos no sector. De resto, o humor negro do ministro das Finanças, George Osborne, é revelador: «Esta é a primeira vez que este governo tem de anunciar decisões difíceis a propósito das despesas. Não será a última».

O défice orçamental britânico atingiu no ano fiscal 2009/2010 um recorde de 145,4 mil milhões de libras (167 mil milhões de euros), o que corresponde a 10,37 por cento do Produto Interno Bruto (PIB)


Novo livro de Miguel Urbano Rodrigues

«A Metamorfose de Efigénia – e uma estória de Ana Catarina Almeida» é o novo livro do escritor e jornalista Miguel Urbano Rodrigues, dado à estampa com a chancela da editora  Calendário de Letras.

A obra – apresentada ao público no sábado, 22, em Matosinhos, pelo prof. Rogério Reis, da Universidade do Porto – conta com cinco perfis e 12 estórias, uma das quais – «Anos Roubados» – é da autoria de Ana Catarina Almeida, mulher do escritor.

Como se afirma no próprio prefácio do livro, «o comportamento das personagens, os cenários e as situações descritas podem levar muitos leitores a crer que essas mulheres e homens são ficcionais», mas «todos, com excepção da menina do conto de Serpa, existem ou existiram». 

Segundo o autor, somente os seus nomes reais e, nalguns casos, os cenários, foram alterados.

Quanto aos perfis, dois são dedicados a «intelectuais de prestígio mundial, Henri Alleg e Georges Labica, e três a portugueses: Carlos Lopes Pereira, João Honrado e Alexandre Pereira».

A apresentação em Lisboa está marcada para 23 de Junho, na Bucholz, pelas 18h30, e será apresentada pelo prof. Luís Fraga, da Universidade Moderna.



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