Aconteu
EUA devem 88% do PIB

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou, na semana passada, a barreira dos 13 biliões de dólares, segundo revelou, dia 2, o Departamento do Tesouro. Na véspera, os serviços tinham contabilizado o espantoso valor de 13 biliões, 50 mil milhões e 826 milhares de dólares, ou seja, o equivalente a 88 por cento do Produto Interno Bruto.

Recorde-se que o PIB dos EUA, em 2009, atingiu os 14,2 biliões de dólares (milhões de milhões). Segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional, a dívida norte-americana deverá alcançar os 92,6 por cento do PIB até ao final do ano.

Todavia, vários especialistas são da opinião de que, na realidade, a dívida pública dos EUA já representa actualmente mais de 110 por cento do total da riqueza nacional produzida num ano. Para tanto sublinham que bastaria somar a dívida colossal dos organismos estatais de refinanciamento hipotecário, que não está agregada às contas do Estado Federal.


Cientistas simulam viagem a Marte

Uma equipa internacional de cientistas iniciou, dia 3, em Moscovo, uma experiência que se prolongará por um período de 520 dias, durante o qual permanecerá em total isolamento no interior de uma cápsula, com o objectivo de simular as condições de uma viagem a Marte.

O projecto conjunto do Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia e da Agência Espacial Europeia (ESA), que recebeu o nome de «Marte 500», inclui seis astronautas da Rússia, China, França e Itália.

O único contacto que o grupo terá com o mundo externo será através de um rádio ligado à Agência Espacial da Rússia. As conversas demorarão 20 minutos a chegar ao outro lado, o tempo que os sinais levam para ir da Terra a Marte e vice-versa.

A comida será enlatada, como a que se come na Estação Espacial Internacional, e os astronautas só poderão tomar um banho em cada dez dias.

No ano passado, uma experiência semelhante foi concluída com êxito em Moscovo, tendo então seis voluntários permanecido fechados durante 105 dias.


Marcha lenta contra portagens

Uma marcha lenta na A28 com mais de 500 automóveis e camiões, encerrou, dia 2, a semana de protestos contra a introdução de portagens nas SCUT. A acção, promovida pela comissão de utentes da A28, foi precedida por concentrações em Viana do Castelo, Esposende e Vila do Conde, seguindo, a partir da Póvoa de Varzim, em marcha lenta até à rotunda dos Produtos Estrela, no Porto.

A comissão promete mais protestos durante o mês em curso, prevendo uma grande manifestação de força antes da introdução de portagens nas A28, A29 e A41/42, medida que o Governo pretende aplicar no dia 1 de Julho.


Músicos laureados em França

Rui Mingas, Rão Kyao e Eugénia Melo e Castro foram laureados pela Academia de Artes, Ciências e Letras francesa com medalhas de ouro e prata pelos «relevantes serviços prestados à cultura».

Rui Mingas, cantor e compositor que já foi embaixador de Angola em Portugal, recebeu a Medalha de Ouro, Rão Kyao e Eugénia Melo e Castro a Medalha de Prata.

Também o cantor brasileiro Martinho da Vila foi distinguido pela mesma instituição com a medalha Escarlate. A cerimónia de entrega dos galardões decorreu, no sábado, 5, em Paris.


Despesas militares atingem novo recorde

As despesas militares mundiais atingiram novos recordes em 2009, puxadas pelos Estados Unidos, onde a mudança de presidente não alterou a tendência anterior.

Segundo um relatório divulgado, dia 2, em Estocolmo, na Suécia, foram gastos 1 bilião e 531 mil milhões de dólares (1,2 biliões de euros) no sector militar, o que representou um aumento de 5,9 por cento em relação a 2008, e uma subida de 49 por cento em comparação como os gastos em 2000.

Esta subida foi registada pelo Sipri (Stockholm International Peace Research Institute), em mais de metade dos países analisados. Só os EUA, que são de longe os que mais gastam nesta rubrica, investiram 661 mil milhões de dólares em 2009, ou seja, mais 47 mil milhões que no ano anterior.

O instituto indica a China como o segundo país nesta lista, com gastos de 100 mil milhões, seguida da França, cujas despesas militares se elevam a 63,9 mil milhões de dólares.

Uma parte destas verbas foi destinada às chamadas «operações de manutenção de paz», onde se inclui a ocupação do Iraque ou do Afeganistão, e cujo número total em 2009 ascendeu a 54 intervenções estrangeiras.



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