Aconteu
Faleceu Baltazar<br>o cartoonista de o diário

O mestre da caricatura, Baltazar Ortega, faleceu no dia 6 de Junho, quando já tinha entrado no seu 91.º ano de vida que completaria em 13 de Dezembro. Nascido em 1919, na freguesia da Madalena, em Lisboa, filho de sapateiro e mãe doméstica, começou a trabalhar como paquete no Café do Chiado. Foi aí que, observando os alunos das Belas Artes que passavam pelo café nos fins de tarde, ensaiou as suas primeiras caricaturas. Tinha apenas 12 anos, mas o seu talento foi de imediato reconhecido e entrou no Notícias Ilustrado. Pôde então estudar, conheceu pintores e desenhadores. Retocador de provas, paginador e ilustrador, as suas caricaturas e cartoons vão surgindo no Sempre Fixe, A Bola, Primeiro de Janeiro, Tic-Tac, Século, Século Ilustrado, Vida Mundial, etc..

Após o 25 de Abril integra a equipa do jornal o diário como paginador e cartoonista, onde produz algumas das suas mais conhecidas caricaturas, fixando com acutilante humor os momentos iniciais da revolução, os protagonistas das transformações democráticas, bem como os que depois abriram caminho à contra-revolução.

Após o encerramento de o diário, Baltazar continua a desenhar colaborando com o Diário do Alentejo e o Alentejo Popular, dois jornais de Beja, onde residia desde 2000.

Em 1992 recebeu o Prémio Especial Humor do Salão Nacional de Caricatura (Humorgrafe/Câmara Municipal de Oeiras). Em 2005, o «MouraBD» atribuiu-lhe o Troféu Balanito Especial.


Eugénio de Andrade<br>morreu há cinco anos

Assinalou-se no domingo, 13, os cinco anos da morte de Eugénio de Andrade, figura maior da poesia portuguesa do século XX. José Fontinhas de seu nome civil, nasceu a 19 de Janeiro de 1923 na Póvoa da Atalaia, concelho do Fundão, Beira Baixa. Em 1932 mudou-se com a sua mãe para Lisboa, onde passa a sua adolescência e desperta para a poesia.

Logo em 1940 publica Narciso, o seu primeiro volume de poemas. Apesar de a sua poesia ter chegado cedo ao grande público, torna-se funcionário do Ministério da Saúde em 1947, exercendo as funções de inspector administrativo durante 35 anos.

A sua actividade literária não se limitou à poesia. Escreveu ensaios e prefácios, colaborou em várias publicações, traduziu Garcia Lorca, organizou as Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado. Em 1950 muda-se, por razões profissionais, para o Porto, cidade onde viveu até ao fim dos seus dias, legando-nos uma vasta obra que o imortalizou como um dos nomes cimeiros da cultura portuguesa.


110.º aniversário de<br>José Gomes Ferreira

Foi em 9 de Junho de 1900 que nasceu no Porto o escritor e poeta José Gomes Ferreira. Vindo para Lisboa com apenas quatro anos, é na capital que faz os seus estudos. Colaborador nos anos 30 nas revistas Presença e Seara Nova, entre várias outras, projecta o trabalho poético com Poesia I (1948), recebendo em 1961, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores pelo seu Poesia III.

Participante activo nos movimentos democráticos antifascistas, colabora com Fernando Lopes Graça, sendo suas as palavras da canção «Jornada». Candidato da Aliança Povo Unido (APU), por Lisboa, nas legislativas de 1979, José Gomes Ferreira aderiu formalmente, em 29 de Fevereiro 1980, ao Partido que sempre acompanhou – o PCP.

Vitimado por doença prolongada, vem a falecer em 8 de Fevereiro de 1985. Para além da poesia, que ocupa um lugar destacado no seu trabalho, legou-nos igualmente importantes obras de ficção, crónicas, memórias e diários, contos, ensaios e estudos, pertencendo-lhe ainda a tradução de O Livro das Mil e Uma Noites (1926).


«Texturas e imagens»<br>Exposição colectiva

Uma exposição de artes plásticas, com trabalhos de Alice Romano, Graça Patrão e Helena Chainho, está patente ao público na Biblioteca-Museu «República e Resistência», em Lisboa, até ao próximo dia 28.

A mostra, inaugurada no dia 7, intitula-se «Texturas e Imagens» e pode ser visitada diariamente entre as 10 e as 20 horas (de terça a sexta), e entre as 13 e as 20 horas (à segunda e sábado).


Rui Namorado Rosa jubilado

Rui Namorado Rosa, professor catedrático da Universidade de Évora, jubilou-se na terça-feira, 15. A data foi assinalada pela Direcção do Departamento de Física com dois dias de «Jornadas de Física» que versaram sobre os principais temas que ocuparam a actividade científica do jubilado ao longo de 27 anos.

Licenciado em Físico-Químicas pela Universidade de Lisboa, doutorado pela Universidade de Oxford e agregado pela Universidade de Lisboa em 1974, Rui Namorado Rosa foi investigador do Laboratório de Física e Engenharia Nucleares, passando, em 1983, a professor catedrático convidado da Universidade de Évora, onde, desde 1989, é professor catedrático do quadro.

Para além de docente e investigador, Rui Namorado Rosa desenvolve uma intensa actividade político-social. Membro do CC do PCP, é actualmente presidente da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação.



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