Breves
Acesso vedado

Já entrou em vigor um novo aumento das entradas no Castelo de São Jorge, em Lisboa, que agora é de sete euros. Uma matéria que, mais uma vez, não foi debatida nem aprovada nos órgãos municipais e que os eleitos do PCP repudiam.

«É preciso ter em conta que este pagamento é apenas para ter acesso ao miradouro, já que todas as outras áreas são pagas», recordam, em nota de imprensa, os comunistas, sublinhando que com uma entrada de sete euros «são muitas as pessoas a quem ficará vedado o acesso ao Castelo de São Jorge».


População indignada

A Comissão de Utentes da Linha de Sintra tem vindo a receber algumas chamadas de utentes indignados, protestando contra o facto de ter sido atropelado mortalmente um jovem na zona de entradas e saídas de utentes da Estação de Agualva/Cacém. «A zona é muito pequena face ao elevado número de utentes que utiliza esta estação (25 mil diariamente), levando a que estes tenham que sair dos passeios quando esperam pelas camionetas», informa a CULS, avançando com uma solução, que passa pelo aumento do espaço dos passeios.


Crianças sem escolas

No dia em que se comemorava o Dia Mundial da Criança, o Governo anunciou o encerramento de mais de 900 escolas, das quais 500 já não funcionarão no próximo ano lectivo. «Esta política, já iniciada pelo governo anterior, tem como objectivo único o corte de verbas no ensino e constitui uma leviandade política, inserida nessa fúria economicista que abala o País, e que terá custos sociais inaceitáveis, para as crianças, para as famílias e para as comunidades. Serão precisamente as zonas economicamente mais carenciadas as mais sacrificadas com estes encerramentos de escolas, diminuindo ainda mais os já débeis recursos existentes», denuncia, em nota de imprensa, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), que acusa os sucessivos governos de agravarem o «insucesso escolar».

O MDM chama ainda à atenção para a «incongruência» destas medidas que «vão acarretar maiores sacrifícios para as crianças» e «aumentar o desemprego de docentes e não docentes e de criar novos encargos, sem contrapartidas, às já debilitadas finanças das autarquias».


Cresce o apoio

No âmbito da campanha «Paz Sim, NATO Não!», realizou-se, no dia 3 de Junho, uma reunião onde foi feito o balanço do trabalho e das iniciativas até então realizadas e que se vão prolongar até à realização da Cimeira da NATO em Portugal. Ali, deu-se conta que aderiram até então 102 organizações a esta campanha e subscreveram o abaixo-assinado contra a NATO mais de 10 mil pessoas, que será entregue na Assembleia da República, no dia 15 de Junho.

A petição reclama das autoridades portuguesas a «retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO», o «fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional», a «recusa da militarização da União Europeia, que a transforma no pilar europeu da NATO» e a «efectiva realização de uma política externa portuguesa em consonância com os princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, incluindo a promoção de iniciativas em prol do desarmamento e da dissolução dos blocos político-militares».