Luta nacional dos estudantes
«Apitão Nacional»

No dia 2 de Junho, foi lançado, pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico (DNAEESB), um apelo às associações de estudantes e aos estudantes de todas as escolas do País para participarem e aderirem ao «Dia do Apitão Nacional», que teve como objectivo recolher assinaturas e reivindicar o «fim dos exames nacionais», a «implementação efectiva da Educação Sexual nas escolas», a «revogação do Estatuto do Aluno e do Regime de Autonomia e Gestão das escolas», «educação real gratuita», «liberdade e democracia dentro das escolas», o «fim da privatização do ensino» e a «melhoria das condições materiais e humanas nas escolas».

Na região de Setúbal foram diversas as escolas que responderam ao apelo e aderiram ao «Apitão Nacional», nomeadamente no Seixal, Almada, Barreiro, Moita e Montijo.

Na Escola de Santo André, no Barreiro, os alunos foram proibidos de realizar o protesto por ordem do conselho directivo, o que constitui um ataque a um direito fundamental dos estudantes, o direito à manifestação. «Foi uma forma de repressão dos estudantes que apenas iriam realizar um protesto na pausa das aulas, uma limitação e violação dos seus direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa», acusa, em nota de imprensa, a Associação de Estudantes da Escola Secundária José Afonso, acrescentando: «Mas os estudantes não baixaram os braços e mesmo depois de ataques como estes irão continuar a mostrar o seu descontentamento, provando que só a luta é o caminho para reivindicar a escola a que temos direito!».



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