Aconteu
Almada reclama segurança

Uma participação à GNR, por moradores do Bairro do Asilo, no Monte da Caparica, devido a barulho excessivo numa festa, acabou, na noite de segunda-feira, em confrontos, com quatro militares feridos e 18 pessoas detidas.

No dia seguinte, terça-feira, a presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, reclamou ao ministro da Administração Interna a instalação de um posto de polícia no Monte da Caparica. «Temos necessidades ao nível de efectivos, meios de transporte e instalações. A inexistência de um posto da GNR ou da PSP nesta zona é uma lacuna grave», afirmou, em declarações aos jornalistas, a eleita do PCP.


Elian Gonzalez, um «desenlace feliz»

Os órgãos de comunicação social cubanos destacaram, segunda-feira, os dez anos do regresso de Elian Gonzalez a Cuba, recordando o «drama humano» que teve um «desenlace feliz».

Em Novembro de 1999, Elian Gonzalez sobreviveu ao naufrágio de uma embarcação de emigrantes ilegais, durante a qual morreu a mãe e outras dez pessoas, quando tentavam alcançar a costa da Florida. Com apenas seis anos, o rapaz foi resgatado por um pescador e entregue a familiares que se recusaram a devolver a criança ao pai.

Começou então uma longa disputa legal, política e um drama familiar: Fidel Castro surgiu como um activo promotor do regresso do menino a Cuba, o que só aconteceria sete meses mais tarde.

Hoje, o jornal oficial Juventud Rebelde lembra que «a dor da tragédia» desapareceu graças «ao carinho dos seus e do povo» e que Elián vive «feliz como qualquer outro adolescente». «Com o seu regresso terminava a vitória da justiça universal e de todos os cubanos, da solidariedade internacional e do melhor do povo norte-americano», defende o artigo de uma página.


«Balada da Liberdade»

O Pátio de Letras, em Faro, acolheu, no passado dia 19 de Julho, a apresentação do livro de poesia «Balada da Liberdade», da autoria de Miguel Beirão, numa edição do autor, apresentado por Lídia Faria. A sessão decorreu num ambiente alegre e descontraído, na presença de cerca de uma centena de amigos, vários poetas oriundos da terra do autor, Santa Bárbara de Nexe, e um grupo de Charolas. Presente esteve ainda Miguel Tiago, deputado do PCP na Assembleia da República, que falou da sua participação no livro de Miguel Beirão. Esta obra encontra-se à venda no Centro de Trabalho de Faro do PCP.


Até sempre, João Ferro

O jornalista João Ferro, de 72 anos, militante do PCP, membro suplente do Conselho Geral do Sindicato dos Jornalistas, morreu no passado dia 22 de Junho, em sua casa, em Lisboa.

Nascido a 27 de Julho de 1938 no Funchal, João Ferro iniciou-se no jornalismo em Outubro de 1961, na Rádio Berlim Internacional. Em Fevereiro de 1976, foi admitido como redactor na agência russa Novosti, onde chegou a ser chefe de redacção adjunto, entre Outubro de 1986 e Janeiro de 1988. Foi ainda colaborador na RTP2 e, em 1992, fez parte da equipa fundadora da SIC, onde exerceu a profissão até se reformar, em 2004.

«Nunca deixou de lutar pela liberdade e democracia nos média. Denunciou recentemente, com os seus camaradas, a discriminação feita ao PCP pela generalidade dos órgãos de comunicação social», lê-se numa nota de pesar do Sector Intelectual de Lisboa do PCP, onde se expressa condolências à sua filha e restante família.

No funeral, no Cemitério de Benfica, Bruno Carvalho, da Direcção do Sector Intelectual, valorizou a figura de João Ferro, «um militante comunista que em momento algum abandonou a causa pela qual combateu a maior parte da sua vida». «A melhor homenagem que, como comunistas, podemos fazer ao João Ferro e a todos os outros camaradas que já cá não estão é a de prosseguir o combate até alcançarmos o fim do capitalismo», salientou o dirigente do PCP.


Novo livro de Correia da Fonseca

«Contraveneno» é o novo livro de Correia da Fonseca, crítico de televisão, apresentado, quinta-feira, no Salão do Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa. Esta obra, composta por 80 crónicas, entre as muitas que o autor escreveu, publicadas nos jornais Avante! e Diário do Alentejo, pretende «demonstrar as mistificações que a televisão, órgão de extraordinário influência, se esforça, ao serviço de interesses que não são os nossos, por enganar, mistificar, censurar».

«Este livro é apenas parte da dívida, que nós devemos prestar tributo, a quem tão devotadamente emprega a sua inteligência nesta tarefa tão mal entendida na sociedade de hoje, mas tão necessária para a formação de todos nós», disse, na apresentação do livro, Leonardo Freitas, editor do «Contraveneno», frisando que as crónicas de Correia da Fonseca são «as mais inteligentes, de estilo incisivo e subtil, que foram publicadas na imprensa portuguesa».

Por seu lado, o autor salientou que, nos dias de hoje, a televisão «facilita uma crítica denunciadora», uma vez que «entra em nossas casas cada vez com menos vergonha». «Mas nem por ter menos vergonha, se calhar bem pelo contrário, ela [televisão] deixa de ser terrivelmente eficaz na manipulação dos cidadãos», afirmou Correia da Fonseca, sublinhando que ser crítico não é «nem um capricho, nem um trabalho», mas sim «um dever básico de quem for capaz de consagrar algumas horas a esta tarefa» e «guarde lucidez para identificar e desmistificar a mentira».

Quase a terminar, Correia da Fonseca agradeceu a «enorme generosidade» de Leonardo Freitas, que editou o «Contraveneno» e que insiste, numa «tarefa suicidaria», pelo menos do ponto de vista financeiro, a «editar livros de esquerda».

 



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