Aconteu
Começou o Festival de Teatro de Almada

Decorre até 18 de Julho a 27.ª edição do Festival de Teatro de Almada, que este ano conta com 30 espectáculos e 88 sessões, o dobro de 2009. O festival iniciou-se, no dia 4 de Julho com «Uma Lição dos loés», de Athol Fugard, pelo Teatro dos Aloés, numa nova encenação de José Peixoto, e encerra com um concerto ao ar livre pelas orquestras Gulbenkian e Geração, na Escola D. António da Costa, em Almada.

No total, foram programados 16 espectáculos portugueses e 14 estrangeiros, que serão apresentados em 16 espaços, por onde vão passar grandes nomes do teatro português e estrangeiro. Destes, Charlotte Rampling será a mais conhecida e protagonizará uma peça no Teatro Nacional de São João, no Porto, e, nos dias 17 e 18, na sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.


Espectáculo de Luísa Basto

Foram muitos aqueles que assistiram ao espectáculo comemorativo dos 40 anos de carreira de Luísa Basto, que se realizou no dia 21 de Junho, no Politeama, em Lisboa.

Com um talento e qualidade inigualáveis, a cantora apresentou alguns dos temas do seu novo álbum - com poesia de António Henrique e música de João Fernando, Manuel Gomes, José Alberto e Fernando Gomes - e de outros tempos. Foram ainda interpretados, com um imenso brilhantismo, dois temas que ficarão para sempre na história da música: «Non, je ne regrette rien», de Edith Piaf, e «Gracias a la vida», de Violeta Parra. Cândido Mota, que apresentou o espectáculo, recitou poemas de José Carlos Ary dos Santos.


Requalificação da Baía do Seixal

A Administração do Porto de Lisboa desmantelou e removeu, recentemente, dez embarcações de grande porto, abandonadas há dez anos na Baía do Seixal, contribuindo desta forma para a valorização do estuário do Tejo. Com um custo de 124 mil euros, esta operação foi objecto de candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para a requalificação urbana da Frente Ribeirinha de Amora, submetido pela Câmara do Seixal.

«Esta parceria contribuiu para o melhoramento da Frente Ribeirinha, trazendo também mais qualidade de vida para as populações, uma vez que a permanência daquelas embarcações na baía era uma situação com impactos ambientais e paisagísticos muito graves», explicou à Lusa Paula Magalhães, directora do projecto municipal para a Baía do Seixal.

Deste desmantelamento, realizado em maio de 2010, resultaram cerca de 785 toneladas de sucata de ferro valorizável e 520 toneladas de resíduos não recicláveis descarregados na AMARSUL – empresa que gere os resíduos sólidos urbanos dos municípios da Península de Setúbal.


Polónia acolhe base dos EUA

Os Estados Unidos e a Polónia assinaram, dia 3, uma nova versão do acordo de 2008, que previa a instalação de um «escudo antimíssil» em território polaco, na Checoslováquia e na Roménia, projecto que foi suspenso pela nova administração Obama.

O documento, assinado em Cracóvia pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e o seu homólogo polaco, Radoslaw Sikorski, prevê agora, em vez de um sistema fixo, considerado demasiado caro e fortemente contestado pela Rússia, a instalação de dezenas de lançadores móveis de mísseis interceptores SM-3, na localidade de Redzikowo, no Norte da Polónia.


«As Escarpas do Dia»

Está já à venda o novo livro de Albano Martins, intitulado «As Escarpas do Dia», uma edição comemorativa dos 60 anos de vida literária do autor, que reúne toda a sua poesia. Publicada na Colecção Obscuro Dominio, nas Edições Afrontamento, esta obra conta com prefácio de Vítor Aguiar e Silva, que valoriza o «signo do oxímoro» do escritor, «um conjunto de figuras retóricas cuja semântica se inscreve nas áreas da contradição, do contraste e da incongruência, tais como a antítese, o paradoxo, a preterição, a ironia e a antífrase».

Ao longo da sua carreira, Albano Martins escreveu cerca de três dezenas de livros, sendo o «Secura Verde» o seu primeiro, editado em 1950. «Coração de Bússula», «Inéditos e Dispersos», «Em Tempos e Memória», «A Voz do Chorinho ou os Apelos da Memória» e «Cadernos de Angola», são alguns títulos do autor.


Poesia de luta

«Farpas Neutrais» é o título do novo livro de poemas de José Corceiro Mendes. «Chegamos ao ponto em que a poesia se encontra em luta de classes. Se assim for, cá estaremos com as nossas farpas neutrais», afirma o autor, na introdução da obra, que, como diz Bernardino Henriques, no prefácio, são «gritos de indignação a que toda a gente tem direito quando o rumo das coisas não coincide com a rectidão e dignidade». «É na palavra partilhada que o mundo se deveria encontrar. Houvesse muitas destas "farpas" e o mundo andaria melhor, a guerra seria uma enteléquia e a paz circularia "de mão em mão", porque sem ela "nunca seremos nada"», prossegue o texto.



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