Aconteu
Despesas militares cresceram em 2009

O total dos gastos militares mundiais aumentou quase 6 por cento no ano passado, afirma o Instituto de Estudos da Paz de Estocolmo. A crise e as medidas de austeridade impostas pelos governos em 2009 e prosseguidas este ano não chegaram à Defesa, conclui o Sipri.

Os EUA tomam a dianteira como primeiro exportador mundial de armas e outros equipamentos militares. A este ritmo, o sector será a breve trecho o motor da economia norte-americana, estima o Instituto, que exemplifica com as medidas recentes da administração Obama: em 2011 os gastos com a Defesa cresceram 31 mil milhões de dólares face a 2010 e 100 mil milhões de face a 2009.

O total de norte-americanos cujos empregos dependem directamente da Defesa superam o 5,5 milhões, acresce o Sipri.

Quanto aos países que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU, o Sipri diz que desde 2000 não param de aumentar os respectivos gastos militares. A Europa não fugiu a esta tendência, com um aumento de 2,7 por cento em 2009.


Irão exige regresso seguro de cientista

O Irão exigiu que Shahram Amiri regresse seguro ao seu país. «Temos a esperança de que, sem obstáculo algum, ele possa voltar à pátria», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Manuchehr Mottaki.

O físico nuclear raptado pelos serviços secretos norte-americanos com a ajuda dos homólogos sauditas, há dois anos, durante uma peregrinação a Meca, encontra-se refugiado no escritório de interesses iranianos, na embaixada do Paquistão, em Washington.

Mottaki revelou igualmente que Shahram Amiri pediu o regresso ao seu país. Na capital dos EUA, o cientista declarou, por seu lado, que os norte-americanos «são o grande perdedor neste caso» e revelou que, nos últimos 14 meses, esteve «vigiado por homens armados e submetido a uma grande pressão psicológica».


Morreu Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo faleceu, na terça-feira da semana passada, em Lisboa, aos 89 anos. Nascida a 21 de Junho de 1921, a escritora que dedicou parte fundamental da sua obra às crianças - publicou, nesse âmbito, mais de duas dezenas de volumes -, é também autora de livros de contos e poesia.

Matilde Rosa Araújo foi galardoada, em 1996, com o prémio para o melhor livro para a Infância atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, instituição que em 1980 já lhe havia atribuído o Grande Prémio de Literatura para Criança.

«O Palhaço Verde» valeu-lhe, em 1991, a distinção da Associação Paulista de Críticos de Arte, ao passo que o conjunto da sua obra e o seu exemplo de dedicação à promoção do saber e dos direitos dos mais pequenos valeu-lhe o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído em 2004.

O corpo de Matilde Rosa Araújo foi velado na Sociedade Portuguesa de Autores e o funeral realizou-se, quarta-feira, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.


CDU saúda anulação do negócio com a <i>Bragaparques</i>

«O PCP congratula-se pela decisão conhecida e espera que a Câmara Municipal de Lisboa possa agora defender os interesses da cidade longe dos critérios de gestão ruinosa que marcaram todo o processo», considerou a CDU reagindo à anulação do negócio da permuta de parte dos terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer entre a CML e a Bragaparques. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa anulou, igualmente, a venda do restante lote de terrenos situados em Entrecampos, adquiridos em hasta pública pela mesma empresa ao abrigo de um direito de preferência.

Desde o início que os eleitos nas listas da Coligação Democrática Unitária combatem este negócio «congeminado pelo PSD» qualificando-o desde sempre de «ruinoso», recorda ainda a nota de imprensa citada pela Lusa.

Em Agosto de 2005, a CDU apresentou queixas no Ministério Público e na Polícia Judiciária alegando «ausência de planos que fundamentem a quantificação dos termos do negócio para aquilatar do seu equilíbrio» e «de qualquer deliberação da Assembleia Municipal que aprovasse o direito de preferência da Bragaparques na permuta», pelo que, considera-se igualmente no texto, o tribunal veio agora dar razão à Coligação.


Desemprego próximo dos 11 por cento

A taxa de desemprego em Portugal continua a subir, confirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No passado mês de Maio, a taxa cresceu para 10,9 por cento, situação que se observou igualmente noutros seis países para os quais a organização tem valores disponíveis.

Em 11 países, os dados oficiais indicam um decréscimo no total de desempregados, ao passo que em seis se observou uma estagnação.

No conjunto dos países, a taxa de desemprego recuou 0,1 por cento, diz ainda a OCDE, o que se traduz numa diminuição de 46,5 milhões de desempregado em Abril para 45,9 milhões em Maio.

Acima de Portugal, apenas as taxas de desemprego em Espanha, 19,9 por cento, República Checa, 14,8 por cento, e Irlanda, 13,3 por cento. No pólo oposto, Coreia do Sul, 3,2 por cento, Áustria, 4 por cento, e Holanda, 4,3 por cento, são os países da OCDE que apresentam taxas mais baixas.

No que à UE diz respeito, a OCDE afirma que a taxa se mantém nos 9,6 por cento, ao passo que no conjunto dos países aderentes à moeda única a cifra é de 10 por cento.



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