Aconteu
Dia de Nelson Mandela

Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul, celebrou, domingo, o seu 92.º aniversário. Como forma de promover a cultura de pacifismo e liberdade, a ONU instituiu o dia 18 de Julho como o Dia de Nelson Mandela, reconhecendo desta forma a dedicação do ex-presidente sul-africano «ao serviço da humanidade na resolução de conflitos, nas relações entre etnias, na promoção de protecção dos direitos humanos, na igualdade entre os sexos e nos direitos das crianças e de outros grupos vulneráveis».

Em comunicado, a ONU faz especial referência à luta de Nelson Mandela contra o regime segregacionista do apartheid,

cuja eliminação também esteve entre os objectivos da ONU e que acabou por ser derrubado em 1994, com a eleição de Mandela.

Num artigo publicado na Prensa Latina, a Comissão de Relações Internacionais do Parlamento cubano solidarizou-se com a comemoração desde dia e aprovou uma declaração mediante a qual assegura o compromisso de Cuba ser «fiel ao legado de Mandela com a sua luta pela paz mundial».

 


Neoliberalismo não é solução

 Num comentário à intenção, manifestada esta semana pelo PSD, de revisão da Constituição da República, o Partido Ecologista «Os Verdes» considera que a mesma «não é uma prioridade para o País», apenas «serve para distrair e desviar as atenções dos portugueses da crise económica e financeira que Portugal atravessa e dos efeitos sociais devastadores que dela decorrem» e é inaceitável «para todos quantos defendem um País mais justo, mais democrático, alicerçado nos valores e nas conquistas que trouxe o 25 de Abril».

Em nota de imprensa, os ecologistas vêem ainda com «apreensão» o «empenho do PSD e o teor das propostas avançadas para a revisão da Constituição, pelo retrocesso que representam e também pelo facto de contribuírem para que os ataques actuais do Governo PS a direitos fundamentais, nomeadamente à educação e à saúde, pareçam um mal menor e levem ao enfraquecimento da resistência necessária e tão fundamental, não só no quadro parlamentar, como também no País».

Por outro lado, acrescentam, «estas propostas deixam indiciar que a negociação que se antevê entre PS e PSD nada de bom traz para o País e para os trabalhadores e terá como base de acordo o ataque a direitos tão dificilmente conquistados com e pós-25 de Abril e a um bem-estar social que ainda está longe da maioria dos países europeus».

 


«Abril Certo na Hora Incerta»

Está à venda, no Centro de Trabalho da Boavista, o livro «Abril Certo na Hora Incerta», uma publicação do Sector Intelectual do Porto do PCP, com vista a assinalar os 36 anos da Revolução de Abril.

Na apresentação da obra, que teve lugar na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, José António Gomes salientou a importância do 25 de Abril, «um gradual, por vezes duro e contraditório mas sempre exaltante processo revolucionário» e «um combate pelo aprofundamento das liberdades, pela conquista de direitos sociais e políticos fundamentais, que desaguaria na Constituição de 1976». «Um processo cujos protagonistas foram os trabalhadores, os camponeses, os estudantes e os intelectuais, os soldados progressistas, as massas populares em luta», acrescentou.

Este livro conta com a participação de vários escritores, artistas, jovens investigadores e universitários. São eles: Anthero Monteiro, Augusto Baptista, Bruno Monteiro, César Príncipe, Emílio Remelhe, Francisco Duarte Mangas, João Manuel Ribeiro, João Pedro Mésseder, Jorge Ribeiro, José Soares Martins, José Viale Moutinho, Miguel Ramalhete Gomes, Nuno Higino, Óscar Lopes, Pedro Ferreira, Rui Pereira, Teresa Marques e Vergílio Alberto Vieira. A parte gráfica, para além de vários jovens designers, ficou a cargo do pintor Roberto Machado.

«Aqui encontrarão, amigos e camaradas, textos e imagens de outros que também não se resignam, e que querem fazer ouvir, através da palavra e da pintura, as suas vozes insubmissas, irónicas e indignadas, criadoras de indomável beleza e pensamento crítico em liberdade: poesia, narrativas, evocações, aforismos, textos de análise e de reflexão, textos para os dias por vir», sublinhou José António Gomes.

 


Portugal conquista Liga Europeia de voleibol

A Selecção Portuguesa de Voleibol venceu, sábado, a Espanha, na final da Liga Europeia, por 3-1 e irá disputar os «play-off» de acesso à Liga Mundial de 2011. «Estou muito orgulhoso pelos meus jogadores. Eles merecem este título», disse, no final do jogo, o cubano Juan Diaz, seleccionador nacional.

Depois do 2.º lugar em 2007 e do 3.º em 2008, a selecção nacional concluiu da melhor forma o percurso nesta edição da Liga Europeia – em 14 jogos, apenas perdeu um, com a Grécia –, ultrapassando os espanhóis em quatro sets, com os parciais de 23-25, 25-23, 25-18 e 25-21.

Os portugueses conquistaram ainda títulos individuais: Valdir Sequeira (melhor jogador), João José (ataque), João Malveiro (bloco) e André Lopes (recepção). O treinador cubano foi considerado, de igual forma, pela Federação Internacional de Voleibol um dos dez melhores treinadores do século XX.

 



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