Breves
Ministra desdiz-se

No DN de domingo, a ministra do Trabalho explicou que na Administração Pública haveria no próximo ano «congelamento de salários» e não «cortes», ocorrendo o «ajustamento normal» numa percentagem igual à taxa oficial de inflação. Saído o matutino, Helena André veio alegar que foi mal interpretada (apesar de a gravação divulgada no site do jornal não suscitar dúvidas) e negou que o Governo esteja a admitir qualquer actualização salarial.


Novo assalto

Para o PCP, o comportamento da ministra do Trabalho integra-se «numa estratégia do Governo de ataque aos salários dos trabalhadores, que agrava as injustiças e que teve este mês uma significativa expressão com o aumento do IVA e do IRS», e tem por objectivo preparar o caminho para «um novo assalto aos salários, agravando o rumo de injustiças sociais, de retrocesso e declínio nacional». Francisco Lopes, da Comissão Política do Partido, num comentário publicado no sítio do PCP na Internet, reafirmou a exigência de aumento dos salários de todos os trabalhadores e das pensões, a par do apoio à produção nacional, como medidas essenciais que podem «contribuir para mais justiça social e desenvolvimento da actividade económica, em particular das micro, pequenas e médias empresas».


Mau prenúncio
Ana Avoila viu as declarações da ministra Helena André como um prenúncio de agudização das condições de vida dos trabalhadores. A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, que também integra a Comissão Executiva da CGTP-IN, lembrou que têm sido recorrente os avanços e recuos do Governo. «Se é para preparar o clima psicológico, para os trabalhadores pensarem que é inevitável o Governo ainda agravar mais as condições da vida das pessoas, desenganem-se», ripostou a dirigente, em depoimento à agência Lusa, reafirmando que «é preciso continuar a estar alerta e atento». Mesmo uma actualização salarial pelo valor da inflação seria insuficiente, face às perdas registadas, comentou ainda.

Belenenses

Uma greve dos trabalhadores do bingo do Belenenses pelo pagamento dos salários de Junho, iniciada dia 20, forçou a direcção do clube a comprometer-se a pagar as remunerações em falta no dia 25, motivo que levou à suspensão desta luta, disse ao Avante!, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores na Industria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul, Rodolfo Caseiro.


Vigília

Na Ceres, empresa de cerâmica em Torre de Vilela, Coimbra, os trabalhadores estão de vigília à porta da fábrica, desde dia 16. A decisão foi tomada em plenário, naquele dia, para impedir a saída de materiais e equipamentos até à realização do leilão do património, explicou à Lusa o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Industrias de Cerâmica do Centro, Jorge Vicente.

Aos trabalhadores são devidos, em créditos, mais de cinco milhões de euros.


Aveiro

«Um atentado ao património do município e um grave retrocesso na prestação dos serviços públicos de mobilidade aos aveirenses» foi como o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local classificou, dia 16, a redução, em um milhão de euros, no valor das contrapartidas financeiras constantes no caderno de encargos da Movebus/MoveAveiro, para a concessão dos transportes rodoviários. Num plenário de dia 15, os trabalhadores da MoveAveiro também reprovaram este processo. O STAL/CGTP-IN alertou para a intenção da autarquia de entregar a privados os parquímetros, os transportes fluviais e as bugas.


Desemprego

A sazonalidade foi o motivo apontado pela CGTP-IN para o decréscimo mensal no número de inscritos nos Centros de Emprego em 1,6 por cento, relativo ao mês de Junho, quando comparado com o mês anterior, anunciado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional. Num comunicado de dia 14, a central salientou que os mesmos dados confirmam um agravamento do desemprego, em mais 12,7 por cento, em relação ao mesmo mês no ano passado.