Tensão na península coreana

A Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciam no domingo exercícios militares conjuntos, no mar do Japão, tendo como objectivo expresso enviar uma «mensagem forte» à Coreia do Norte.

As manobras militares, que decorrem de 25 a 28 de Julho, mobilizam cerca de duas dezenas de navios e submarinos, incluindo o porta-aviões nuclear norte-americano George Washington, bem como cerca de 200 aviões, incluindo caças norte-americanos F-22.

«O nosso objectivo é dissuadir a Coreia do Norte de cometer futuras provocações», disse o almirante Robert Willard, chefe das forças norte-americanas no Pacífico, durante um encontro com jornalistas em Seul.

Os dois países acusam a Coreia do Norte de ser responsável pelo naufrágio em finais de Março da corveta sul-coreana Cheonan, do qual resultaram 46 marinheiros sul-coreanos mortos. 

Entretanto, em Hanoi, onde estão reunidos os ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), o aumento da tensão na península coreana está no centro das preocupações. Os ministros divulgaram um documento advogando o reinício das conversações e aconselhando a máxima prudência para garantir a estabilidade e a paz na península, e portanto, na região.

O assunto deverá estar em debate amanhã, dia 23, na reunião do chamado ASEAN 3 – um  mecanismo de integração política e económica entre a Coreia do Sul, Japão, China e os 10 países que integram o grupo presidido este ano pelo Vietname –, onde estarão os ministros dos Negócios Estrangeiros de Pyongyang e Seul e que contará também com a presença da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. 
A Coreia do Sul já anunciou que vai pressionar para conseguir uma condenação de Pyongyang, mas a República Popular Democrática da Coreia insiste na sua inocência e adverte que se defenderá de qualquer ataque ou medida punitiva.



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