Aconteu
Festival Internacional de Artes de Rua

Terminou no domingo a XI edição do FIAR - Festival Internacional de Artes de Rua, uma iniciativa do Centro de Artes de Rua e da Câmara Municipal de Palmela, em parceria com o Teatro «O Bando».

O primeiro de três dias do FIAR ficou marcado pela apresentação  do espectáculo de música e teatro «Pino do Verão», no qual actuaram músicos, actores, bandas e coros musicais.

Com uma oferta cultural muito diversificada, dirigida para um público vasto e de todas as idades, não obstante os constrangimentos de ordem financeira, a programação deste ano contemplou oito estreias, tendo havido lugar à colaboração de artistas internacionais com grupo locais amadores.


Evocar Bernardo Santareno

A vida e obra de Bernardo Santareno, considerado um dos maiores dramaturgos portugueses do século XX, marcam presença na exposição patente desde o dia 2 e até final de Agosto na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

Trata-se de uma mostra evocativa dos 90 anos do nascimento do escritor e dramaturgo, falecido em 1980, em painéis com textos e fotos que ocupam um piso daquele equipamento.

Ribatejano, nascido em Santarém a 19 de Novembro de 1920, Bernardo Santareno publicou três livros de poesia, em edição de autor (A Morte na Raiz , 1954; Romances do Mar, 1955; e Os Olhos da Víbora, 1957), tendo em 1959  publicado o livro de narrativas Nos Mares do Fim do Mundo.

É contudo como dramaturgo que se notabiliza, criando, entre outras, obras como A Promessa, O Bailarino, A Excomungada, O Lugre, O Crime da Aldeia Velha, O Duelo e O Pecado de João Agonia.


Lucros da banca sempre a subir

Os quatro maiores bancos privados a operar no País -  BES, BCP, BPI e Santander Totta - obtiveram lucros semestrais de 792,1 milhões de euros, uma subida homóloga de 4,1 por cento, isto é, lucraram 4,5 milhões de euros por dia.

O Banco Espírito Santo (BES) ultrapassou o Santander Totta como o banco mais lucrativo entre Janeiro e Junho, apresentando lucros de 282,2 milhões de euros, enquanto o seu concorrente obteve um resultado líquido de 247,2 milhões de euros.

A terceira posição é ocupada pelo Millennium BCP, com lucros de 163,2 milhões de euros, ao passo que o BPI apresenta um resultado líquido de 99,5 milhões de euros.

A média combinada do resultado líquido dos maiores bancos privados situou-se em 198 milhões de euros por instituição nos primeiros seis meses do ano, contra os 190 milhões de euros do mesmo período de 2009.

A mesma realidade pode ainda ser lida em termos diários, ficando-se a saber que os quatro principais bancos privados em Portugal obtiveram lucros de 4,45 milhões de euros, qualquer coisa como mais de um milhão de euros por cada entidade, a cada 24 horas.


MDM contra cortes sociais

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) criticou as alterações às regras das prestações sociais que entraram em vigor segunda-feira, considerando que vão afectar sobretudo as mulheres.

Entre as novas regras decretadas pelo Governo incluem-se a revogação dos apoios às mulheres grávidas no âmbito do rendimento social de inserção e a alteração do conceito de agregado familiar e da fórmula de cálculo das condições de acesso às prestações.

O MDM lembra ainda que entre os apoios que terminam contam-se «o subsídio social de parentalidade e do abono de família pré-natal», o «subsídio social de desemprego» (em Junho, mais de 57 por cento dos beneficiários eram mulheres) e «a pensão de sobrevivência» (em Junho mais de 81 por cento dos beneficiários eram mulheres).

«Na semana em que se anunciaram publicamente os lucros extraordinários de grandes empresas (EDP teve o seu melhor semestre de sempre) e da banca, o Governo insiste em traçar um caminho para sair da crise à custa de quem menos tem, atingindo, assim, mais brutalmente as mulheres», acusa o MDM, antes de apelar «a todas as mulheres para que se organizem e se juntem na reivindicação contra estes cortes sociais» e na luta pela criação de «medidas de maior protecção social e de verdadeira igualdade».


<i>Subterrâneos da Liberdade</i>

Acaba de ser editada a primeira edição conjunta dos três volumes que compõem a trilogia «Os Subterrâneos da Liberdade», de Jorge Amado.

«Os Ásperos Tempos», «Agonia da Noite» e «A Luz no Túnel», títulos, respectivamente, dos volumes I, II e III, publicados pela primeira vez em 1954, dão assim corpo a este romance daquele que continua a ser o mais internacional dos escritores brasileiros.

Nas suas mais de mil páginas, o escritor, que foi militante do Partido Comunista Brasileiro, retrata de forma impressiva a luta do seu povo pela liberdade no período do governo de Getúlio Vargas.

Com chancela da Publicações D. Quixote, esta excelente edição prossegue o projecto que a editora tem em mãos da Edição Conjunta das Obras de Jorge Amado, com texto integral e definitivo fixado por Paloma Amado e Pedro Costa, sob a orientação do escritor.



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