O PCP defende o investimento na industrialização do País
Festa popular em Faro
O País tem que produzir

Jerónimo de Sousa participou, no sábado, na tradicional festa do PCP na freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no concelho de Faro, onde reafirmou a necessidade da produção nacional para o País sair da situação em que se encontra.

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A festa de Santa Bárbara de Nexe, que uma vez mais reuniu largas dezenas de pessoas, tem como ponto de partida a difusão da Festa do Avante! no Algarve. Mas, à semelhança de outros anos, muitos outros temas foram abordados pelo Secretário-geral do Partido, presença habitual na iniciativa. Começando por criticar o conteúdo do PEC e das medidas adicionais, Jerónimo de Sousa considerou tratar-se de «uma das mais violentas ofensivas contra os trabalhadores e o povo e as suas condições de vida, e que anuncia de forma antecipada o desastre económico e social do País».

No Algarve, a situação é marcada por altíssimas taxas de desemprego, precariedade crescente do trabalho e da vida de milhares de trabalhadores e pela destruição sistemática da capacidade produtiva da região. As pescas, a indústria e a agricultura foram desaparecendo à medida que se punha em prática um modelo de desenvolvimento que «foi afunilando as suas actividades para um único sector, o turismo» – o desemprego no Algarve cresceu, no último ano, 38,4 por cento (naquela que foi a maior subida do desemprego no País) e a «praga dos salários em atraso vai-se multiplicando, nomeadamente na hotelaria».

Mas se a ofensiva tem como linhas fundamentais o roubo nos salários, através do IRS, e o aumento dos preços por via do IVA, não se fica por aqui, afirmou Jerónimo de Sousa chamando a atenção para a introdução das portagens na Via do Infante (A22), cozinhada por PS, PSD e CDS-PP. É claro que estes últimos «querem que seja o PS a pagar as favas e a queimar-se sozinho numa medida que tomariam caso fossem governo», afirmou o dirigente comunista, saudando a iniciativa da Direcção da Organização Regional do Algarve do Partido, que trouxe para a rua a palavra de ordem Não ao PEC! Não às portagens.

Jerónimo de Sousa valorizou ainda a articulação entre esta direcção partidária e o grupo parlamentar do PCP, com vista à apresentação de um pacote de propostas para o desenvolvimento regional «em matérias tão importantes como a modernização e requalificação do caminho-de-ferro, apoio às pescas, acessibilidades, requalificação urbana», todas chumbadas pelo PS e pelo PSD.


Engrossem a luta!


Referindo-se à luta que tem vindo a ser travada contra a ofensiva em curso – e que teve na grande manifestação de dia 29 de Maio um ponto alto – o Secretário-geral do Partido salientou as vitórias alcançadas pelos trabalhadores da Alisuper/Alicoop, em defesa dos seus postos de trabalho, e do Hotel Montechoro, pelo pagamento dos três meses de salários em atraso. Para Jerónimo de Sousa, trata-se de exemplos de unidade e persistência, que importa saudar e seguir noutras lutas. A todos os que sofrem com a política de direita, Jerónimo de Sousa apelou: «engrossem a luta».

A terminar, o dirigente do PCP reafirmou a necessidade de «assegurar a ruptura com a política de desastre nacional», bem como de «afirmar uma outra política, patriótica e de esquerda que inverta o caminho para o abismo e relance o País na senda do progresso e da melhoria das condições de vida do povo». A saída para os problemas nacionais, destacou, é «inseparável de uma forte afirmação da nossa soberania, que pressupõe uma política que defenda a economia nacional e uma forte aposta no nosso aparelho produtivo, na valorização dos salários e das pensões, enquanto factor favorável à justiça social e à dinamização do mercado interno e ao mesmo tempo valorize e aprofunde os direitos dos trabalhadores».

A defesa e promoção da produção nacional, a valorização dos recursos do País, o investimento na industrialização do País, bem como na agricultura e nas pescas é outra das propostas fundamentais dos comunistas. «Só a aposta na produção nacional pode tirar o País da crise e garantir horizontes de desenvolvimento», tinha afirmado, momentos antes, o Secretário-geral do PCP.



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