Aconteu
Desemprego volta a subir

Os desempregados inscritos nos centros de emprego do Continente e Regiões Autónomas totalizavam, no mês de Junho, 551 868, correspondendo a 85,7 por cento do conjunto de 643 752 pedidos de emprego. Em comparação com igual período do ano transacto, verificou-se uma subida de 12,7 por cento.

Em Lisboa e Porto, por exemplo, o número de inscritos nos centros de emprego subiu 15 e sete por cento, respectivamente, somando as duas cidades 39 235 desempregados. Em Lisboa, eram 23 836 os inscritos nos centros de emprego no final de Junho (o que representa uma subida face aos 20 685 verificados um ano antes), enquanto no Porto o número de inscritos subiu para os 15 399 indivíduos (contra os 14 408 de Junho de 2009).

Vila Nova de Gaia continua, no entanto, a liderar as listas do IEFP no que se refere ao concelho mais atingido pelo desemprego.

O número de desempregados em Vila Nova de Gaia voltou a subir em Junho 16 por cento para os 27 605 inscritos (23 820 em Junho de 2009). No grupo dos concelhos com o maior número de pessoas inscritas nos centros de emprego, destaque ainda para Sintra (com 18 762 inscritos nos centros de emprego), Guimarães (com 12 638) e Gondomar (12 240).


CPPC nas Músicas do Mundo

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) esteve entre os dias 28 e 31 de Julho no Festival de Músicas do Mundo, que se realizou em Sines, tendo distribuído o penúltimo e último «Notícias da Paz», assim como diversos documentos com informações acerca de «Hiroshima e Nagasaki», «Iraque e Afeganistão», «Sahara» e folhetos da Campanha «Paz Sim! NATO Não!» e assinaturas para um abaixo-assinado contra a Cimeira da NATO em Lisboa.

No último dia, um grupo de dez elementos fez uma distribuição de 260 documentos nos restaurantes junto à praia.


Violência doméstica

O Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) acusou, no início da semana, o Governo de insensibilidade em relação à violência doméstica, lamentando a falta de vontade política para criar soluções concretas que ajudem as mulheres vítimas do problema.

«Aquilo que verificamos é que temos todos os anos dezenas de mulheres a morrer vítimas de violência doméstica. Não dá para virar a cara para o lado. Infelizmente aquilo que parece é que a secretária de Estado da Igualdade e o Governo no seu todo vão fazendo discursos muito floridos, mas quando chegam as soluções concretas viram a cara para o lado e querem continuar nesta pasmaceira e neste adiamento permanente das soluções», declarou, em conferência de imprensa, a deputada Heloísa Apolónia, que respondeu à secretária de Estado da Igualdade, Elza País, que disse não ver justificação para a aplicação de quotas para vítimas de violência doméstica em empregos públicos, como «Os Verdes» propõem.

Heloísa Apolónia sublinhou, de igual firma, que muitas mulheres se sujeitam à violência por estarem «totalmente dependentes economicamente do agressor». Para as ajudar a «fugir» desta realidade, o PEV apresentou este ano no Parlamento um projecto de lei que prevê que, nos concursos externos de ingresso à função pública, em cada cinco lugares, um seja disponibilizado para estas mulheres.


Solidariedade com os cinco

No dia 21 de Julho, o cidadão cubano Gerardo Hernández, preso há 12 anos nos EUA, foi encerrado numa cela de dois metros por um, sem ventilação e onde a temperatura atingiu os 35 graus, privado de quaisquer bens pessoais, mesmo dos mais elementares artigos de higiene, proibido de receber visitas, inclusive do seu advogado - numa situação que, como incisivamente sublinhou o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcon, «equivale a tortura».

Entretanto, um amplo movimento de solidariedade desenvolvido em todo o mundo forçou as autoridades norte-americanas a pôr termo à desumana situação em que se encontrava Gerardo Hernández que, no dia 3 de Agosto, foi retirado da câmara de tortura. «Este acontecimento coloca com maior acuidade a questão dos cinco cidadãos cubanos presos nos EUA e a necessidade de intensificar as acções de solidariedade visando a sua libertação», defende o Comité Português para a Libertação dos Cinco, lembrando que Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labanino, René González e António Guerrero foram presos em Miami, em 12 de Setembro de 1998, acusados de «espionagem contra os EUA».

O comité recorda, de igual forma, que, após as prisões, os «Cinco» foram submetidos, primeiro a interrogatórios e a condições de reclusão de extrema crueldade e, depois, a um julgamento que, com sentenças baseadas num total desprezo pela verdade dos factos, os condenou a brutais penas de prisão.

«No decorrer do julgamento não só não foi apresentada uma única prova que justificasse a acusação, uma única testemunha que demonstrasse que qualquer dos cinco acusados tivesse agido em prejuízo dos EUA e do povo norte-americano, como, pelo contrário, altas personalidades dos EUA rejeitaram, no tribunal, a acusação de espionagem feita aos cinco réus - tendo ficado provado que os Cinco actuaram única e exclusivamente contra os grupos terroristas anti-cubanos a operar em Miami contra Cuba», refere, em nota de imprensa, o Comité Português para a Libertação dos Cinco.



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