Aconteu
Número de fogos alcança total dos últimos três anos

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) revelou que o número de ocorrências de incêndios florestais desde o início do ano é já muito aproximado à soma de 2007, 2008 e 2009.

Em conferência de imprensa, no domingo, 15, o comandante operacional nacional, Gil Martins, referiu que desde 15 de Maio se registaram 13 145 ocorrências e desde 23 de Julho 8791. O pico foi atingido em 23 de Julho. «Estamos com uma média de incêndios florestais de cerca de 400 novas ocorrências por dia».

O responsável adiantou que 65 por cento do total das ocorrências verificam-se nos distritos do Porto, Braga, Viana do Castelo e Aveiro, notando que 97 por cento dos incêndios têm origem humana. Durante os primeiros dias de Agosto, 37 por cento das ocorrências registaram-se em horário nocturno, ou seja, quando os meios aéreos não funcionam.


Dívidas dos hospitais agravam-se

As dívidas dos hospitais à indústria farmacêutica agravaram-se dois milhões de euros por dia durante o mês de Julho, atingindo um total de 920 milhões, de acordo com os dados do relatório mensal da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.

O documento, divulgado na segunda-feira, pela Agência Lusa, afirma que os hospitais demoram em média 349 dias para pagar aos fornecedores.

Desde Agosto do ano passado, a dívida aos laboratórios subiu 67,3 por cento, passando de 555,7 milhões para 929,5 milhões de euros, o que leva as empresas associadas da Apifarma a avançar a hipótese de exigir ao Estado o pagamento de juros.

Sem desmentir estes dados, o Ministério da Saúde manifestou no dia seguinte por escrito o seu «empenho em reduzir o volume da dívida» e os «prazos médios de pagamento».


Grã-Bretanha privatiza florestas

O governo conservador britânico tenciona privatizar a natureza, entregando a empresas a gestão parcial ou total dos parques nacionais. O projecto insere-se no programa de restrições orçamentais e tem em vista uma redução dos gastos com a protecção do ambiente de cerca de 40 por cento

O primeiro-ministro, David Cameron, que ganhou reputação de ecologista ferrenho, mostra-se assim disposto a entregar à exploração lucrativa vastas áreas protegidas que, segundo o The Guardian, incluem quatro mil quilómetros de rios, canais, florestas e até o serviço metereológico (Met Office).

Grupos ecologistas já reagiram enviando uma carta ao governante, onde alertam para «consequências irreversíveis para a fauna, natureza e os próprios habitantes». «As poupanças a curto prazo podem traduzir-se em pesados custos a longo prazo para a nossa economia e bem-estar da população», afirma a missiva.


Jovens cineastas premiados em Locarno

Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, dois jovens cineastas portugueses, autores da curta-metragem «A History of Mutual Respect», foram distinguidos no festival de cinema de Locarno, na Suíça, com o «Leopardo de Ouro».

O filme, rodado no Brasil e em Portugal com um orçamento diminuto, já tinha obtido o prémio Media Recording, para a melhor curta-metragem portuguesa, no festival IndieLisboa deste ano.

A obra expõe os contrastes sociais da sociedade brasileira, a pobreza extrema e a opulência da burguesia ascendente, e aborda as profundas marcas deixadas pela dominação colonial de Portugal.

O galardão, no âmbito da secção «Leopardo de Amanhã», foi atribuído por um júri constituído pelo realizador argentino Lisandro Alonso (presidente), a produtora francesa Sylvie Pialat, a actriz francesa Nina Meurisse, o realizador português Miguel Gomes, e o realizador romeno Corneliu Porumboiu.


<i>Cenas de um Terramoto</i><br> de Domingos Lobo

Cenas de um Terramoto é o título da peça de teatro de Domingos Lobo, escrita e estreada em 2009 pelo «Sobretábuas – Grupo de Teatro de Benavente», para assinalar o centenário do terramoto de 1909 que assolou Benavente, Samora Correia, Santo Estevão, Salvaterra de magos e Coruche.

A peça em dois tempos, agora publicada pela Fonte da Palavra com o apoio da Câmara Municipal de Benavente, baseia-se portanto em factos reais, «homens e mulheres de Benavente, que viveram em 1909 e que tiveram um papel importante na reconstrução da vila», como escreve no prefácio o jornalista Pedro Lagareiro Santos.

Fruto de uma pesquisa intensiva, Domingos Lobo dá-nos neste seu novo livro uma imagem da «sociedade portuguesa em 1909, ainda monárquica, numa época em que existia um fosso enorme entre ricos e pobres, letrados e analfabetos».

 



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