Aconteu
O direito à habitação

O arquiteto Álvaro Siza Vieira defendeu, em Veneza, a necessidade de criar mais habitação social em Portugal «para as famílias que não conseguem ter acesso a casas».

«A habitação é um direito inscrito na Constituição Portuguesa», sustentou o consagrado arquitecto em declarações à Lusa a propósito da exposição «No Place Like – 4 houses 4 films».

Nesta mostra da representação oficial de Portugal na 12.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza, patente ao público desde o dia 27 de Agosto, foi incluído o projecto do bairro social da Bouça, no Porto, assinado por Siza Vieira.

Para Siza Vieira continua a fazer todo o sentido criar programas de habitação social, encarando-os mesmo como «indispensáveis». «O ideal seria que todas as famílias tivessem oportunidade para ter casa, mas quando isso não acontece é fundamental existir habitação social», sustenta.

Siza Vieira é o mais conceituado e premiado arquiteto português e o único a ter conquistado o Prémio PritzkerLeão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza (2002). (1992) e o


Gerês menos verde

Foram mais de oito mil os hectares de floresta que arderam em Agosto no Parque Nacional Peneda Gerês, correspondendo a 11,7 por cento da área total do parque. Os dados, provisórios, são do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que concluiu que os incêndios tiveram o seu início sobretudo em áreas localizadas fora do PNPG.

A área de menor intervenção humana (área de ambiente natural) registou menos área ardida, 1528 hectares, enquanto nas áreas onde existem actividades humanas as chamas consumiram 6634 hectares.

Os incêndios consumiram essencialmente carvalhal, povoamentos mistos de folhosas e resinosas, turfeiras, mato, mancha de pinheiro silvestre autóctone e áreas agrícolas.


Cubano Félix Sánchez ganha prémio

O escritor cubano Félix Sánchez ganhou o prémio ibero-americano de conto Júlio Cortázar 2010 com a obra «Confines de la muerte». O anúncio foi tornado público no passado dia 27, em Havana, pelos organizadores que informaram ter a obra sido   selecionada entre mais de 400 contos de autores de 17 países participantes no concurso.

A «riqueza idiomática e a excelente construção da trama que sustenta o relato» de Sánchez foi uma das razões destacadas para a atribuição do galardão, segundo o júri constituído pelos escritores cubanos María Elena Llana e Eduardo Heras Léon, e o uruguaio Daniel Chavarría.

Menções honrosas foram atribuídas à argentina Marina Porcelli pelo conto «Tálaza», ao colombiano Pedro Vargas Hernández («Métales furiosos»), ao guatemalteco Eduardo Halcón («Y mañana nunca hablamos») e ao cubano Gabriel Gil Pérez («La culpa la tiene Menard»).

Criado em 2002, em homenagem ao argentino Júlio Cortazar, considerado um dos autores mais inovadores e originais da literatura ibero-americana, o prémio, com o valor de 1500 euros, é promovido pelo Instituto Cubano do Livro, a Casa de las Americas e a Fundación Alia.


Apoios a agricultores são insuficientes

A Confederação Nacional da Agricultura reclama mais apoios para os agricultores afectados pelos incêndios, considerando que os valores anunciados na passada semana pelo ministro da Agricultura para compensar os criadores de gado são insuficientes.

Reagindo prontamente à informação prestada pelo titular da pasta da Agricultura, que afirmou no dia 25 em Arcos de Valdevez o propósito de atribuir 40 euros por ovino ou caprino ou 100 euros por bovino aos criadores de gado de 150 freguesias afectados pelos incêndios, a CNA saudou em comunicado, «a rápida mudança de posição do ministro» (este afirmara antes não ser a altura «para fazer balanços»), mas considerou os valores anunciados insuficientes porque só «dão para alimentar um animal durante um mês».

«Esses valores devem ser adequados às reais necessidades, ou seja, devem prolongar-se enquanto não puder ser reposta a alimentação tradicional através de novos pastos», reclama a CNA, apelando à desburocratização do processo das candidaturas e dos pagamentos da ajuda.

A CNA reafirma ainda que «a violência e extensão dos incêndios florestais se devem, em primeiro lugar, à ruína da agricultura familiar e do mundo rural em consequência directa das más políticas agrícolas».


Arraiolos contra fecho de escola

Pais, encarregados de educação e outros habitantes de Santana do Campo, Arraiolos, deslocaram-se no dia 25 à Direcção Regional de Educação do Alentejo, em Évora, em protesto contra o anunciado encerramento da escola local.

A comunidade não vê razões válidas para a decisão tomada pelo Ministério da Educação, estando segura, pelo contrário, de que todos os indicadores provam o sucesso escolar existente na escola de Santana do Campo e as vantagens da sua manutenção em funcionamento.

Jerónimo Lóios, presidente da Câmara de Arraiolos (CDU) também já contestou o fecho da Escola Básica de Santana do Campo, alertando que, até solicitação dos pais, não haverá transporte escolar para a transferência dos nove alunos inscritos.

A escola de Santana do Campo, pequena povoação a oito quilómetros da sede de concelho, é uma das 701 escolas que integra a lista final de escolas do primeiro ciclo que o Ministério da Educação quer ver encerradas já no novo ano lectivo.



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