Breves
Paquistão

O apelo da PLF ao movimento sindical internacional e aos trabalhadores, em geral, para que expressem a sua solidariedade aos trabalhadores e ao povo paquistaneses, que sofrem uma grave catástrofe humanitária, devido aos efeitos devastadores das cheias provocadas pela monção, tem o apoio da CGTP-IN. A central portuguesa propôs-se reunir fundos para a compra de alimentos e medicamentos, que a PLF (Federação Paquistanesa do Trabalho) está a distribuir às populações. Os contributos devem ser depositados, até finais de Setembro, na conta bancária da CGTP-IN (NIB: 003600009910567404827, Montepio).

Desde finais de Julho, morreram centenas de pessoas e cerca de 20 milhões de habitantes perderam bens, plantações e alimentos, encontrando-se, na sua grande maioria, deslocados, sem abrigo ou em situação precária. A nota publicada pela CGTP-IN refere ainda que quase um milhão de casas ruíram, numa grande parte do país não existe água potável, alastram doenças como a febre tifóide, diarreia e cólera. A PLF, com quem a Inter tem relações de amizade e cooperação, instalou um campo de auxílio aos refugiados, na cidade de Attock.


Chile

Aos mineiros chilenos, soterrados na mina de cobre de San José, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira endereçou uma mensagem de solidariedade, fazendo votos para que, «ao menos, este grave acidente possa contribuir para que as empresas e as autoridades chilenas, responsáveis pela fiscalização das condições de trabalho, sejam obrigadas a assumir os seus deveres e responsabilidades». Na mensagem enviada pelo STIM/CGTP-IN à CUT chilena na semana passada e publicada no sítio Internet da Fiequimetal, o sindicato refere que «a nossa actividade é uma das mais perigosas do mundo», mas «há condições para evitar muitos dos acidentes, que ocorrem com uma frequência impressionante». Porque «a vida e a saúde dos trabalhadores não têm preço», «melhores condições de segurança na actividade mineira são fundamentais», exige o STIM.


Por pagar
A falta de pagamento de várias parcelas pecuniárias a trabalhadores do sector de hotelaria, restaurantes e similares no distrito de Castelo Branco foi divulgada, dia 24, à Lusa, pelo Sindicato da Hotelaria, Turismo e Restaurantes do Centro. Várias empresas não registam nem pagam o trabalho extraordinário, embora tenham aumentado os ritmos de trabalho nas cidades de Covilhã, Castelo Branco e Fundão, revelou o dirigente do sindicato da CGTP-IN, António Baião, salientando haver obstrução de direitos e de exercício de actividade sindical em unidades do Grupo Sol Meliá, no Hotel Turismo da Covilhã, em Unhais da Serra e em vários restaurantes e pastelarias.
Em Peniche, o mesmo sindicato alertou, numa conferência de imprensa, no dia 12, para a precariedade dos empregos criados sazonalmente no Verão, tendo o mesmo dirigente sindical alertado para um elevado recurso a mão-de-obra clandestina no sector, na região, e lamentado uma quase total ausência de intervenção da ACT.

Carteiros
Nas Caldas da Rainha, os carteiros terminaram, dia 20, um conjunto de greves parciais iniciadas dia 5, tendo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações anunciado que não serão marcadas novas greves para tentar chegar a um entendimento com os CTT, relativo às alterações aos horários de trabalho nos Centros de Distribuição Postal das Caldas e de Óbidos, cuja implementação foi, até agora, impedida pela luta dos trabalhadores, revelou à Lusa a dirigente do SNTCT/CGTP-IN, Dina Serrenho.

Acidentes
A indústria transformadora é a actividade económica com maior número de acidentes de trabalho em Portugal, sendo na construção que se registam mais acidentes mortais, revelou, dia 24, o Gabinete de Estatística e Planeamento do Ministério do Trabalho. Segundo a Autoridade para as Condições do Trabalho, em 2009 os acidentes mataram 115 trabalhadores, 15 dos quais eram estrangeiros. Entre 2000 e 2008, ocorreram, todos os anos, mais de 200 mil acidentes laborais.

FMAC

Em Esposende, a têxtil FMAC, do grupo Quinta & Costa, decidiu enviar cartas de despedimento a trabalhadores em férias, um processo que o PCP e o Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes condenaram e consideraram ilegal e que levou muitos dos operários a concentrarem-se, dia 26 de Agosto, frente à fábrica. Neste dia, um dirigente da Organização Regional de Braga do PCP deu o alerta. António Esperança, citado pela agência Lusa, apontou a falta de respeito pelos prazos legais e salientou a preocupação dos trabalhadores quanto a um próximo encerramento da empresa. A intenção de despedimento abrangerá cerca de dois terços, dos mais de 150 funcionários da FMAC. Para o PCP, «este é mais um rude golpe numa importante empresa do distrito e desmente as perspectivas optimistas do Governo», fazendo lembrar «um ciclo que em anos anteriores se verificou, com dezenas de empresas que não reabrem após as férias, deixando um rasto de desemprego e dívidas aos trabalhadores».

Confirmando o incumprimento dos prazos e a retardada data que figura nas cartas da empresa, um dirigente do Sindicato Têxtil chamou a atenção para o facto de estarem em dívida os salários de Julho e de, com cartas recebidas dia 25 mas datadas de 5 de Agosto, ter igualmente que ser garantido pela empresa o pagamento deste intervalo, já que para a Segurança Social pagar o subsídio de desemprego valerá a data inscrita.


Pinhosil

Em Arouca, as duas dezenas de trabalhadores da fábrica de calçado Pinhosil receberam no dia 26 de Agosto mensagens escritas, enviadas para os seus telemóveis, comunicando-lhes que na segunda-feira seguinte não deveriam comparecer no trabalho, porque a empresa ia fechar e eles podiam considerar-se despedidos. Apresentaram-se dia 30 nas instalações, para uma concentração de protesto, relatando a Lusa que estão em dívida os salários de Julho e Agosto, o subsídio de férias deste ano e metade do subsídio de Natal de 2009. À agência, o patrão que enviou SMS aos trabalhadores não atendeu o telefone.