Editorial

«O grande, o verdadeiro construtor da Festa do Avante! é o nosso grande colectivo partidário»

O CONSTRUTOR DA FESTA

Amanhã às 18 horas, quando os portões da Quinta da Atalaia se abrirem à multidão de visitantes vindos de todo o País (e de vários outros países), terá início a 34ª edição da maior, da mais participada, da mais bela iniciativa cultural, artística, de massas, de convívio realizada em Portugal.

Uma hora depois, no vasto recinto da Praça da Paz, terá lugar o comício de abertura da Festa – que, registe-se, é o segundo maior comício partidário realizado no nosso País, sendo o maior o de domingo à tarde, no Palco 25 de Abril – no qual o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, dará as boas vindas aos milhares de visitantes.

Depois... é a Festa: o formigueiro de milhares e milhares de homens, mulheres, jovens, crianças, dirigindo-se para os locais e actividades da sua preferência, na procura do que mais lhe agradar, numa escolha facilitada pela quantidade e pela qualidade da oferta: os espectáculos espalhados por dezenas de palcos; os pavilhões do Livro e do Disco; o teatro; as exposições e os debates abordando os mais relevantes temas da situação política nacional e internacional; os pavilhões das organizações regionais do Partido, informando sobre a situação político-social existente nas respectivas regiões e sobre a luta e os objectivos dos comunistas; os restaurantes com comida tradicional das diversas regiões do País; o artesanato; o desporto; a cultura; a ciência; o espaço internacional, com a presença de representações de dezenas da partidos comunistas e outras organizações progressistas vindas de todo o mundo; o espaço da juventude, criado pela JCP e onde os jovens comunistas, decisivos construtores da Festa, marcam encontro com os milhares de jovens visitantes – e o convívio, componente maior e mais significativa, espelho da Festa do Avante!, expressão inequívoca do ideal comunista de liberdade, justiça social, fraternidade, solidariedade, amizade, camaradagem.

 

Tudo isto, reflectindo «o nosso grande colectivo partidário», como sublinhou o camarada Jerónimo de Sousa, no sábado passado, na Atalaia, na saudação aos construtores da Festa.

Na verdade, a construção e realização da Festa constitui um exemplo concreto e transparente do que é o PCP – de como se organiza e funciona, dos objectivos pelos quais se bate na sua luta transformadora, dos ideais que transporta, do relacionamento existente entre os seus militantes.

Um relacionamento só possível entre pessoas que optaram por uma forma específica de estar na vida e de encarar o presente e o futuro: valorizando o trabalho e quem trabalha e cria riqueza; transmitindo e partilhando saberes e experiências; resistindo e expressando solidariedade total a quem resiste; afirmando com alegria e confiança a luta contra a exploração como o caminho a seguir para responder à situação actual, tendo sempre o socialismo no horizonte. Enfim, pessoas cuja postura de empenhamento e de disponibilidade solidária emerge - numa sociedade asfixiada por anti-valores como o egoísmo, o individualismo, o vale-tudo, o salve-se-quem-puder - como inequívoco sinal de futuro.

Na verdade, só um partido com as características do PCP está em condições de levar por diante uma iniciativa com a dimensão e o conteúdo da Festa do Avante! – iniciativa erguida a pulso pelo trabalho voluntário e colectivo, pela dedicação, pela entrega, pela enorme confiança no futuro de que é feita a militância comunista.

 

São milhares, os construtores da Festa – e são operários e empregados, intelectuais e quadros, homens e mulheres, jovens e idosos, que, vindos de todo o País e integrando todas as organizações do Partido, trabalham lado a lado no terreno nas diversas fases da implantação – preparação do terreno; levantamento das estruturas, colocação das madeiras e coberturas, pinturas, electrificação e fornecimento de água aos pavilhões, decoração, feitura e colocação das exposições – num ambiente de sã camaradagem.

Construtores são também os muitos milhares que, nas respectivas organizações partidárias, dão o contributo indispensável para o êxito da Festa nos três dias da sua duração: os que a divulgam; vendem as EP´s; organizam as excursões; mobilizam e organizam para os turnos de serviço os camaradas necessários; preparam o recheio dos pavilhões.

Construtores da Festa são, igualmente, os que asseguram o funcionamento dos serviços durante três dias – serviços que vão do posto médico às limpezas, às bilheteiras, à segurança, ao fornecimento de géneros.

Construtores são, ainda, aqueles milhares de militantes que desempenham tarefas no movimento sindical e comissões de trabalhadores, nos movimentos de utentes, nas associações e que, com essa actividade, dão um contributo indispensável para o prosseguimento e intensificação da luta por uma ruptura com a política de direita e por um outro rumo para Portugal – uma luta na qual a Festa do Avante! se insere e integra; uma luta da qual a Festa do Avante! é sempre uma relevante etapa na perspectiva do colectivo partidário comunista. Desse colectivo que, pelo que é, pelo seu significado e pelo seu alcance, pelo objectivo da sua intervenção, atrai a si milhares e milhares de homens, mulheres e jovens não-militantes, mas que – porque vêem no PCP o partido com o qual podem contar sempre, em todos os momentos e em todas as situações – lutam ao lado dos comunistas, enquanto simpatizantes e amigos do Partido, nos combates do dia-a-dia e participam com entusiasmo na construção da Festa.

Podemos dizer, então, que o grande, o verdadeiro construtor da Festa do Avante! é o nosso grande colectivo partidário.

 


 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: