• João Chasqueira

Desporto na Festa
Ninguém faz tanto pelo desporto de massas

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Falar do carácter único da Festa é falar de uma realidade amplamente reconhecida, seguramente desde a sua primeira edição, já lá vão 34 anos. Sublinhar a singularidade, mesmo parecendo repetir o óbvio, nunca é porém de mais. Pela simples razão de que é nesse processo de contínua sedimentação deste projecto sem paralelo, construído a pulso pelos comunistas portugueses, e todos os anos aperfeiçoado, que residem os factores explicativos que ajudam a compreender porque dela se diz que não há festa como esta!

Este ano assim voltou a ser, em todas as suas vertentes, desporto incluído. Com uma tal expressão e nível de qualidade que, com propriedade, é caso para dizer que não há em Portugal instituição que faça tanto pelo desporto de massas como a Festa do Avante! E o PCP (também por via da sua acção parlamentar), asserção que aliás se pode aplicar a várias outras áreas, como é por exemplo a música portuguesa. «Desporto para todos» que a nossa Constituição consagra, mas que os executantes da política de direita, PS e PSD, tão maltratam, fazendo vista grossa ao que diz a Lei Fundamental.

Ora basta olhar para o conteúdo do programa no Espaço do Desporto para comprovar esse decisivo papel que a Festa assume no sentido do desenvolvimento desportivo, designadamente do desporto popular, de acordo com a perspectiva constitucional de que «todos têm direito à cultura física e ao desporto».

Quem passou por qualquer das áreas afectas ao Desporto, situadas em local privilegiado, bem no alto da Atalaia, não pôde igualmente deixar de ser tocado e envolver-se por aquela contagiante atmosfera resultante da combinação única de factores que são o leque muito amplo de modalidades, o elevado número de atletas e sua postura empenhada, a presença massiva de um público caloroso e solidário, nem por isso menos exigente.

Foi este ambiente, distintivo, que confere à Festa características únicas, que esteve sempre presente, marcando o ritmo das actividades que se sucederam de forma quase ininterrupta no Polidesportivo, onde gente de todas as idades vibrou com a harmonia e espectacularidade dos exercícios de ginástica, as coreografias avassaladoras do Hip-Hop, a apurada técnica das artes marciais, a destreza da patinagem artística ou a elegância das danças de salão.

Foi também ali que se viveram momentos empolgantes em bem disputados jogos de futsal, incluindo feminino, nele se assistindo ainda a demonstrações de voleibol e andebol feminino, yoga e andebol em cadeira de rodas.

Sendo tudo isto, o Desporto na Festa foi ainda ponto de encontro para os amantes dos jogos da malha e do chinquilho, dos jogos de mesa (xadrez, damas e dominó), enquanto outros, sobretudo os mais jovens, não perderam o ensejo de uma partida de matraquilhos, de lançar a malha em jogos tradicionais, fazer rapel na parede de escalada ou lançar-se em voo no slide de 160 metros, um dos maiores do País.

Em síntese, nos três dias, foram 10 700 os que participaram directamente nas actividades desportivas da Festa, elevando-se a 350 o número de colectividades e associações que nela estiveram representadas.

O que se viveu na Atalaia foi, pois, um grande acontecimento desportivo, muito marcado pela presença juvenil, onde nunca faltou a alegria, muito menos o espírito de camaradagem e o convívio fraterno.

Tratou-se, em suma, de um enorme sucesso político e desportivo, para o qual concorreu o contributo decisivo do movimento associativo e popular, bem das autarquias de maioria CDU, ambos inexcedíveis na promoção do desporto de massas.

O mesmo se pode dizer do colectivo que constitui a Comissão Nacional de Desporto da Festa do Avante, que contou este ano com 294 colaboradores, equipa esta que com a sua capacidade técnica, empenho e dedicação pôs de pé este projecto desportivo à altura do prestígio e da responsabilidade de um partido como é o PCP.



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