Aconteu
Em defesa da Linha do Tua

O Partido Ecologista «Os Verdes», em conjunto com outras entidades defensoras da Linha do Tua (Sindicato dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, movimentos de defesa da linha e associações ambientalistas), entregou, segunda-feira, na Estação de Santa Apolónia, uma carta ao secretário de Estado do Ambiente, em defesa do «enorme potencial turístico que representa a Linha Ferroviária do Tua», no momento em que este partia para Castelo Branco.

As entidades subscritoras do documento organizaram um «comboio humano», composto por imagens fotográficas da Linha do Tua, que acompanhou o membro do Governo e a sua comitiva ao comboio.

«Foi neste mesmo dia que há precisamente 123 anos, noutra região do interior do País, Trás-os-Montes, num local também ele de grande valor natural, rico em biodiversidade, o Vale do Tua, se comemorou a abertura solene do primeiro troço da Linha Ferroviária do Tua, com 54 quilómetros de extensão e várias obras de arte. Uma linha que se integra de forma harmoniosa na paisagem do Vale, entre grandes fragas e que é, ainda hoje, reconhecida como uma das obras-primas da engenharia portuguesa do século XIX», lê-se na carta, que lamenta «décadas de abandono, de negligência, de indiferença do poder central face a uma região constantemente sacrificada em prol da solidariedade nacional e dos interesses económicos».

 


Catástrofe social

Em Santa Maria da Feira, em apenas um ano (de Agosto de 2009 a Agosto de 2010), o número de inscrições no centro de emprego aumentou de 8781 para 10 030, ou seja, mais 1249 inscritos, dos quais 60,2 por cento são mulheres e mais de metade têm entre 35 e 54 anos. «São mais de 10 mil pessoas que hoje não têm emprego, isto apenas de acordo com os números oficiais», recordaram, em Assembleia Municipal, os comunistas daquele concelho, alertando, de igual forma, para o «corte brutal nas prestações sociais».

Naquele órgão autárquico, os eleitos do PCP falaram ainda do encerramento ou não das grandes superfícies comerciais aos domingos, uma vez que agora a decisão sobre tal assunto compete às câmaras municipais. «Não terão estes trabalhadores, na sua maioria mulheres, direito a estar com as suas famílias ao domingo? Direito ao repouso e lazer previstos na Constituição Portuguesa?», questionaram, mencionado uma petição europeia, que moveu mais de 18 mil pessoas, assinada por comunistas, como Ilda Figueiredo, mas também pela Conferência Episcopal Portuguesa que afirma que «os lucros não deverão sobrepor-se aos valores familiares» e por representantes do comércio tradicional.

 


Homenagem a José Saramago

Chico Buarque e Pilar del Río participaram, quarta feira, em São Paulo, numa homenagem a José Saramago. Esta iniciativa incluiu uma sessão com leituras de passagens de livros do escritor português, na cidade escolhida por José Saramago para o lançamento mundial de «A Viagem do Elefante», em 2008.

«José Saramago fez muitos amigos no Brasil, um dos mais próximos foi Chico Buarque, que aqui representa todos aqueles que o José deixou», disse Luiz Schwarcz, editor de Saramago no Brasil. «Pilar, essa homenagem é sua e também é para você», disse o editor, aplaudido por uma multidão que esgotou os bilhetes para o evento em poucos minutos, segundo a organização. Schwarcz disse que passou o dia a preparar algumas palavras para falar ao público resolveu dizer: «Quantos pais um homem perde no decorrer de sua vida?».

Pilar del Río abriu a sessão de homenagem com a leitura de uma passagem de «As Intermitências da Morte», e Chico Buarque encerrou o evento com um trecho de «O Ano da Morte de Ricardo Reis».

Outras três actrizes brasileiras, Denise Weinberg, Bete Coelho e Lígia Cortez, revezaram-se no palco com a leitura de passagens de «Ensaio Sobre a Cegueira» e «Memorial do Convento».

 


Novo livro de Manuel Dias Duarte

No dia 23 de Setembro foi apresentado, na livraria Leya, em Lisboa, o novo trabalho de Manuel Dias Duarte, intitulado «Angelina, uma mulher do povo na I República». Este novo livro, apresentado pelo escritor Domingos Lobo, não é «nem um romance nem uma novela». «Se de uma crónica se trata, devo-a a Fernão Lopes e à própria Angelina, mulher do povo, que pacificamente foi recolhendo notícias dos jornais, recortando-as e arquivando-as em cadernos de folhas azuis de 25 linhas», escreve o autor da obra.

Nascido em Lisboa em 1943, professor do ensino secundário, no Instituto Superior de Serviço Social, na Escola Superior de Educação Jean Piaget (Almada) e na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Manuel Dias Duarte iniciou-se na ficção em 1999, com «Pedra da Lua», a que se seguiu, em 2002, «Semelhante à bondade da Primavera» e «Don Giovanni em Lisboa», obras integrantes da tetralogia «O ser e o tempo».

 


Números assustadores

Segundo um relatório da «Towards Universal Access», da responsabilidade da Organização Mundial da Saúde, o número de pessoas infectadas com o VIH/SIDA a receber tratamento anti-retroviral em países de rendimento médio e baixo aumentou de 1,2 milhões entre Dezembro de 2008 e Dezembro de 2009. Em Portugal, o número de pessoas que recebiam tratamento aumentou de 12 336 para 18 107.

No documento, apresentado esta semana, alerta-se para o facto de «só um terço das pessoas que necessitam têm acesso a terapias anti-retrovirais» e que «o estigma, a discriminação e a marginalização social continuam a ser sentidos diariamente por doentes infectados pelo VIH».

 



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