Aconteu
Mensagens a Barack Obama e a Nicolas Sarkozy

Por ocasião da data em que se evoca o atentado terrorista que, em 1976, fez explodir em pleno voo um avião cubano, com 73 pessoas a bordo, a Associação de Amizade Portugal-Cuba enviou uma mensagem ao presidente dos EUA, onde se dá conta que Orlando Boch e Luis Pousada Carriles, autores confessos do crime, continuam a viver no país que governa, tendo este último sido visto recentemente a desfilar em Miami, ao lado de Gloria Estefan durante uma manifestação contra a revolução cubana.

«Os cinco cubanos antiterroristas não cometeram nenhum crime contra a segurança dos Estados Unidos e apenas quiseram prevenir mais atentados terroristas contra o povo cubano que, desde 1959, causaram já três mil mortos e dois mil feridos», lê-se na mensagem, onde se exige «coragem» de «marcar a diferença» e, no uso das suas competência executivas, que ordene a libertação dos cinco para que possam voltar ao seu país e para o convívio com os seus filhos e outros familiares».

Também os presos políticos sarauís enviaram uma «carta aberta» a Nicolas Sarkozy. «Somos um grupo de defensores sarauís dos direitos humanos que têm sofrido muitas privações devido às nossas opiniões e às nossas actividades pelos direitos humanos. Até à data, já passámos um ano na prisão e até agora as autoridades marroquinas não procederam ao nosso julgamento nem à nossa libertação, como foi exigido por inúmeras organizações internacionais de todo o mundo. Neste caso em particular, o estado marroquino não está a agir em conformidade com o direito internacional, que garante o direito a um julgamento justo e imparcial num período de tempo razoável e aceitável», lê-se na mensagem enviada ao presidente da república francesa.


Nove anos e milhares de mortos depois

No dia 7 de Outubro assinalou-se os nove anos sobre o início da invasão do Afeganistão por parte dos EUA e outros países da NATO. Esta agressão militar, que ainda hoje está longe de terminada, iniciou, a pretexto dos atentados de Nova Iorque e Washington de 11 de Setembro de 2001, uma nova fase da ofensiva do imperialismo - a chamada «Guerra contra o Terrorismo».

«Nove anos e milhares de mortos depois, está ainda mais à vista de todos que o objectivo invocado para a invasão - o derrube do regime talibã e a captura de Osama Bin-Laden - não passou de uma fraude: o Afeganistão está transformado numa imensa base militar da NATO, sob um "governo" liderado por um homem de confiança dos EUA (oriundo de uma grande multinacional norte-americana), para garantir a este País o controlo de ricos recursos naturais afegãos e de outras nações vizinhas», acusa, em nota de imprensa, a Campanha «Paz Sim! NATO não!», que exige a «retirada das tropas portuguesas em missões militares de agressão a outros povos».


Terra vendida aos poderosos

Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), organização das Nações Unidas, nos últimos três anos, só em África, 20 milhões de hectares foram adquiridos por interesses estrangeiros, tendo sido posto em marcha um processo global no qual os investidores estrangeiros, públicos ou privados, chegam a acordo com os governos para controlar vastas extensões de terra (muitos destes acordos englobam mais de 10 mil hectares e outros chegam a mais de 500 mil hectares), as quais são imprescindíveis para a segurança alimentar dos países em questão.

Num carta enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros e ao embaixador de Portugal na FAO, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) alertou para o facto de a «apropriação de terras» estar a aumentar, negando a terra às comunidades locais, destruindo os seus meios de subsistência, reduzindo o espaço das políticas agrícolas que beneficiam os camponeses, destruindo os ecossistemas, acelerando o aquecimento global e distorcendo o mercado, «favorecendo interesses cada vez mais concentrados na agro-indústria e do mercado global, em vez de apoiar a agricultura familiar sustentável para mercados regionais e locais para gerações futuras».

 


«O Suicídio de Deus»

«E se de repente Deus - numa demonstração da sua infinita bondade - viesse à terra anunciar o ser desaparecimento definitivo do mundo dos homens?», interroga-se, no seu novo livro, Guilherme Alves Coelho, explicando que a obra, editada pela Fonte da Palavra, «é uma peça irreligiosa (...) sobre a libertação do homem».

Dividido em duas peças, este livro fala ainda do «Governo SA», onde a «paranóia neoliberal das privatizações, transformando serviços públicos em oportunidades de negócio e anulando o papel regulador dos Estados, ameaça destruir as sociedades, sem que para esta loucura surjam travões consistentes».


1200 correm na Moita

Cerca de 1200 atletas participaram, domingo, na 13.ª Meia e na 10.ª Mini Maratona Ribeirinha da Moita. O atleta Luís Feiteira, da Gaemin Portugal, foi o vencedor, tendo percorrido os 21 097 metros da prova em 1 hora 06 minutos e 55 segundos. Ainda na classificação geral, o segundo e o terceiro lugar foram ocupados por Pedro Rodrigues e Artur Santiago, do Futebol Clube Mogadourense e Clube Recreativo e Desportivo Arrudense, respectivamente.

Madalena Carriço, do Clube Sport Marítimo, foi a atleta feminina vencedora. Beatriz Cunha, do Clube Atlético Patameiras, cortou a meta em segundo lugar, seguida por Cátia Galhardo, da A.C.R. Senhora do Desterro. Os resultados podem ser consultados, na íntegra, em www.cm-moita.pt.



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