Aconteu
Aumentam os pedidos de ajuda

No primeiro semestre de 2010, a Assistência Médica Internacional (AMI) registou um valor recorde de pedidos de ajuda, tendo prestado apoios a 7026 pessoas. Em vésperas do Dia Mundial da Alimentação (que se assinalou no sábado), a AMI, em comunicado, garante que «nunca» registou «na sua história, tantos pedidos de ajuda como neste ano».

Em declarações à Lusa, Ana Martins alertou para o facto de os números do desemprego estarem a aumentar e que «nem todos os desempregados estão cobertos pelo subsídio de desemprego». A directora da Acção Social da AMI falou ainda dos cortes nos «benefícios sociais, que as pessoas tinham mas que deixaram de ter», o que as leva a procurar «não só mais comida mas também livros para as crianças, quando os há, material escolar, roupa, tudo o que possa minorar a falta de bens essenciais».


Melhores reformas

A propósito das comemorações do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, que se assinalou a 17 de Outubro, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) interroga-se: «Quantos mais reformados, pensionistas e idosos foram acrescentados à pobreza em Portugal, na sequência desta política de ataque aos direitos dos reformados?».

Em nota de imprensa, a MURPI criticou o «congelamento das reformas e dos apoios sociais» e o «aumento dos preços dos medicamentos», medidas que constam no plano de austeridade do Governo. Por outro lado, exigiu o aumento extraordinário das pensões do regime geral, do regime não contributivo e dos trabalhadores agrícolas, entre 20 e 25 euros mensais, medida essencial para combater a pobreza.


«Dirigir novos desafios»

A Associação Portuguesa Mulheres e Desporto promoveu, sábado, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, um seminário intitulado «Treinadoras: dirigir novos desafios», onde foi apresentado um livro com o mesmo título, que acolhe um estudo diagnóstico sobre as treinadoras em Portugal.

«Tornar visível o hiato entre a igualdade de direitos entre mulheres e homens, consagrada constitucionalmente, e as desigualdades de facto é uma questão prévia não apenas à compreensão mas sobretudo à acção sobre o mundo social», lê-se na nota prévia da publicação, que tem como finalidade principal «fornecer uma representação da realidade actual do desporto, escolar e federado, sobre o qual necessitamos e devemos intervir».

Em 2009, por exemplo, as 58 federações desportivas registaram a inscrição de 120 844 raparigas e mulheres, apenas 24,3 por cento do total de praticantes e pouco mais de dois por cento das portuguesas. Dados que permitem apurar que as mulheres estão praticamente ausentes dos órgãos estatutários das 62 federações desportivas, representando apenas 13,8 por cento dos membros efectivos.


Mobilidade é um direito

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul está contra o fim da isenção do pagamento de portagens na Ponte 25 de Abril, durante o mês de Agosto, que consta na proposta de Orçamento do Estado para 2011. Milhares de pessoas aderiram, entretanto, na quinta-feira, entre as 7.30 horas e as 10 horas, ao «businão de protesto contra a falta de mobilidade e de alternativas de quem tem que atravessar o rio.

Na sexta-feira, começaram as ser pagas as portagens nas SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata. As comissões de utentes asseguram que a luta vai continuar.


Sem qualidade nem equidade

Entre os chamados países industrializados, os EUA ocupam os últimos lugares no que diz respeito à qualidade e equidade do sistema institucional. De acordo com o insuspeito World Justice Project, do qual fazem parte os ex-secretários de Estado norte-americanos Madeleine Albright e Colin Powell, o regime norte-americano ocupa o fundo da tabela em vários dos critérios considerados no estudo, como a corrupção, o acesso à justiça, a ordem e segurança, e direitos fundamentais como a liberdade de expressão.

A pesquisa envolveu 35 nações agrupadas por nível de desenvolvimento. Os EUA foram colocados entre as mais prósperas e, nos vários indicadores, ficaram invariavelmente entre a 10.ª e a 11.ª posição atrás de vários países europeus e do Japão.


Experiências criminosas

Os EUA realizaram, na década de 40 do século passado, experiências em cidadãos guatemaltecos. As pesquisas consistiam em infectar com sífilis e gonorreia prostitutas, presidiários e soldados para testar a eficácia da penicilina no tratamento daquelas doenças sexualmente transmissíveis.

As experiências foram autorizadas pelos então governantes e autoridades de saúde pública da Guatemala, que, segundo informações vindas a público recentemente baseadas em relatórios oficiais das homólogas norte-americanas, o fizeram a troco da instalação de um laboratório no país centro-americano.

Dados oficiais indicam que, entre 1946 e 1948, quase um milhar de pessoas foi alvo destas criminosas experiências, a maioria das quais soldados.



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