Aconteu
Vítimas de abusos sexuais

Segundo um estudo realizado por Felix Lopes Sanchez, professor de psicologia da Universidade de Salamanca a duas mil pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos, durante a ditadura franquista, em Espanha, houve sempre jovens vítimas de abusos sexuais por membros do clero. Esta investigação indica que as vítimas foram sobretudo rapazes que frequentavam internatos, paróquias ou escolas religiosas.

Nove por cento dos homens que disseram ter sido submetidos a violência sexual quando eram crianças acusaram membros do clero e apenas quatro por cento elementos da própria família. «Houve em Espanha um número suficiente de vítimas para criar um grave problema à Igreja. Não há qualquer dúvida de que, por debaixo dos números oficiais, as cifras serão elevadas», disse, citado pela APF, Lopez Sanchez.

Para o investigador, a Igreja em Espanha tem sido preservada até hoje porque não houve qualquer personalidade mediática a denunciar abusos desses. Além de que os partidos políticos também não mostraram qualquer interesse em trazer a situação a público.

 


Cólera mata no Haiti

A epidemia de cólera que atingiu o Haiti já fez mais de 500 mortos, segundo números divulgados no site do Ministério da Saúde haitiano. Um balanço anterior, datado do passado dia 3, referia 442 mortos e 6742 pessoas hospitalizadas. Actualmente, o Ministério da Saúde dá conta de 501 mortos e 7359 pessoas hospitalizadas.

A epidemia foi declarada a 20 de Outubro e segundo as estatísticas oficiais, a média diária de mortes é de 32 e o número de hospitalizações de 404.

As autoridades haitianas receiam um novo pico de cólera devido às inundações provocadas pela passagem do furacão Tomas, que atingiu o Haiti na sexta-feira.

Dados comunicados por organizações não governamentais (ONG) referem que 1,3 milhões de haitianos, numa população total de 10 milhões, vivem em tendas nos campos de refugiados.


Estado devolve dinheiro dos agricultores

A Comissão Europeia anunciou, esta sexta-feira, os reembolsos que os estados-membros devem fazer por irregularidades nos pagamentos e verificação das despesas dos fundos agrícolas, e desta feita Portugal é o terceiro país europeu mais penalizado, a seguir à Grécia e à Roménia, ao ter de devolver para o orçamento comunitário 45,73 milhões de euros.

Em causa estão sobretudo fragilidades no Sistema de Identificação Parcelar e Sistemas de Informação Geográfica, deficiências na análise de risco para controlos, insuficiência quantitativa e qualitativa dos controlos «in loco», aplicação incorrecta de sanções, inadequação das orientações e deficiências nos controlos administrativos, em relação à despesa das ajudas de superfície, incluindo medidas de desenvolvimento rural relacionadas com superfície, responsáveis pelo reembolso de mais de 40 milhões de euros.

Entre outros montantes, Portugal deve devolver 2,7 milhões de euros por «prémios animais» (pagamentos do prémio carne de ovino a agricultores) e 1,5 milhões de euros por deficiências em auditorias financeiras.

Em nota de imprensa, mesmo antes do anúncio das autoridades europeias, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) havia alertado para o problema. «O “corte” de 11 por cento – menos 142 milhões de euros – nas verbas totais a disponibilizar para a agricultura, comparativamente com o orçamento para 2010, acabará por implicar, a médio prazo, a perda de verbas comunitárias, nomeadamente do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), devido à falta de cabimento orçamental com a comparticipação nacional que estes financiamentos exigem», alertaram os agricultores.

 


Populações separadas

A ponte rodoviária de Constância, encerrada ao tráfego desde Julho vai continuar encerrada até que sejam efectuadas obras de reforço e requalificação estimadas entre 1,8 e 4 milhões de euros.

O encerramento do tabuleiro rodoviário naquela travessia sobre o Tejo dividiu o concelho de Constância ao meio, com os cerca de 3700 habitantes separados pelo rio a serem obrigados, para o atravessar, a fazer dezenas de quilómetros pelas pontes mais próximas, em Chamusca ou Abrantes, ou utilizar um pequeno barco municipal.

O presidente da Câmara de Constância, Máximo Ferreira, que esteve reunido na semana passada com a Comissão de Obras Públicas, adiantou, em declarações à Lusa, que o conteúdo do relatório resultante da inspecção técnica efectuada ao tabuleiro «não é bom» para as aspirações das autarquias e das populações.

«O relatório é taxativo na questão da possível reabertura da travessia à circulação rodoviária, mesmo que condicionada a viaturas ligeiras. Por questões de segurança, não reabrirá enquanto não forem concretizados os investimentos necessários à sua requalificação e à observação da sua boa segurança», disse, precisando ser necessário «um investimento imediato de 1,8 milhões de euros por parte do Ministério das Obras Públicas».

 


Ataque a direitos consagrados

A Câmara da Covilhã tapou, recentemente, os murais da JCP, nomeadamente na Avenida da Universidade, onde foi pintado um mural inserido na Campanha «Paz sim! NATO não!», apelando à participação na manifestação contra a Cimeira da Nato em Portugal, deixando a 30 metros outras pinturas na parede.

«Este acto não passa ao lado da ofensiva ideológica que caminha contra a lei de propaganda política, que assim atinge não só os jovens comunistas como também todos os jovens e movimentos que utilizam os murais como forma de expressão política», salienta, em nota de imprensa, a Organização Regional de Castelo Branco da JCP. «Esta atitude demonstra que verdadeiramente o que incomoda nas pinturas políticas em muros é a mensagem política de quem defende uma sociedade de paz, de justiça social, de defesa dos direitos da juventude, dos trabalhadores e do povo», acrescentam os jovens comunistas.

 



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