A NATO pretende dar um novo salto na sua agressividade em solo nacional
PCP apela à manifestação de dia 20
Pela dissolução da NATO!

O PCP, uma das mais de cem organizações que integram a campanha «Paz Sim! NATO Não!», editou um folheto onde apela à manifestação de 20 de Novembro em Lisboa e para as restantes iniciativas previstas.

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«Mobiliza-te pela paz e contra a NATO» é o apelo que o PCP faz no verso do folheto que está em distribuição um pouco por todo o País. Logo em baixo surgem as três principais iniciativas programadas em torno desta campanha: o concerto de sábado no Cinema Batalha, no Porto; a reunião internacional de dia 19 em Almada; e a manifestação de dia 20, entre o Marquês de Pombal e a Praça dos Restauradores.

No folheto (bem como no dossier disponível em http://www.pcp.pt), o PCP considera que o «militarismo e a guerra são a outra face da globalização capitalista» e faz uma breve história da NATO e da sua natureza agressiva de polícia de choque do imperialismo. «Foi a NATO que, pela primeira vez após a II Guerra Mundial, levou à Europa, em 1999, o drama dos 78 dias de guerra não declarada contra a Jugoslávia, os bombardeamentos com armas proibidas, o desmantelamento da Federação Jugoslava e a ilegal secessão da província sérvia do Kosovo», recorda o PCP.

A teia secreta de exércitos clandestinos anticomunistas, a hostilidade para com a revolução de Abril em Portugal ou o apoio à invasão turca do Norte de Chipre são outros motivos que os comunistas adiantam que justificam a rejeição da NATO. A que mais recentemente se acrescentam o apoio à política de terrorismo de Estado de Israel, a invasão do Afeganistão, a ocupação do Iraque, as manobras de ingerência e militarização do continente africano e as provocações na América Latina.

Numa das páginas do folheto editado pelo PCP, alerta-se para os «perigos da cimeira da NATO em Portugal». Os comunistas consideram estar em causa o «”novo” e perigoso conceito estratégico», o amarrar de Portugal e demais membros ao «atoleiro militar no Afeganistão, ao sistema de mísseis estratégicos dos EUA e à reafirmação das ameadas de intervenção militar contra o Irão». O PCP lembra ainda que os países da NATO são já hoje responsáveis por dois terços dos gastos militares do mundo – apesar disso, a cimeira tem como um dos seus objectivos o aumento das despesas militares. 

 

Por Abril, pela Paz

 

Outra parte do folheto é dedicada à afirmação das propostas do Partido relativamente à NATO, ao imperialismo e à guerra. «A luta pela paz – lê-se – é parte integrante da luta emancipadora dos trabalhadores e dos povos, componente da luta contra a exploração e dominação capitalistas, e constitui um elemento central da defesa da soberania e da democracia.» Ao longo da sua história, o PCP tem desenvolvido uma intensa luta em defesa da paz e dos direitos dos povos, contra o imperialismo, o colonialismo, o militarismo e a guerra – e pela dissolução da NATO.

O PCP realça ainda que para além de Francisco Lopes nenhum outro candidato à Presidência da República «assume com distinta clareza a defesa da paz e de um outro rumo para a política externa no respeito pela Constituição da República». Na própria declaração de candidatura, Francisco Lopes propôs um «rumo de ruptura com a natureza do processo de integração europeia e com a postura de submissão ao imperialismo e à NATO, que integre um quadro diversificado de relações internacionais, e contribua para um mundo mais justo, de paz e cooperação, onde seja assegurado aos trabalhadores e aos povos o direito a decidir do seu próprio destino».



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