«Pagando antecipadamente os dividendos de 2010 (…), a PT, a Portucel e o Grupo Jerónimo Martins (que ainda recentemente instituiu uma fundação com uma “carta de princípios” cheia de expressões como “solidariedade social”) escaparão pela porta do cavalo aos “sacrifícios para todos” com que enchem a boca Governo e PS.»

(Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 22.11.10)

 

«Palavras de ordem como a dos “Precários nos querem, rebeldes nos terão”, está a tirar o sono a quem, de facto, detém o poder em Portugal.»

(São José Almeida, Público, 20.11.10)

 

«É por isso mesmo (…) que a capacidade de protesto, de rebeldia, de revolta é, como sempre foi historicamente, determinante para influenciar o poder e o seu exercício, que a greve geral de 24 de Novembro e a manifestação nacional do mesmo dia adquirem (…) uma importância tão grande.»

(Idem, ibidem)

 

«A ordem mundial mudou radicalmente. Só não mudaram as desigualdades que permitem que milhares de humanos morram de fome enquanto a Terra produz alimentos que chegariam para todos»

(Catalina Pestana, Sol, 19.11.10)

 

«Se algo houve [na cimeira da NATO em Lisboa] foi segurança em excesso, tão preventiva que nada podia ter acontecido. Em nenhum país, até agora, se viu tamanho zelo.»

(Editorial, Público, 20.11.10)

 

«É graças à cimeira [da NATO] que vamos baixar o défice, diminuir o desemprego, relançar a economia (…)? Há apenas uma certeza: mais uma pesada factura para pagar.»

(Rogério Chambel, Correio da Manhã, 19.11.10)

 

«O Governo perdeu uma excelente oportunidade de, neste Orçamento do Estado, emendar a mão e conseguir algum respeito dos portugueses. Para isso, bastaria apenas falar verdade.»

(Joana Amorim, Jornal de Notícias, 20.11.10)

 

«Para muitos dos mais velhos, já não há caminho de regresso ao mercado de trabalho. Há um barril de pólvora pronto a explodir num país que ameaça tornar-se de novo num cais de saída onde a esperança não encontra abrigo.»

(Editorial, Público, 18.11.10)

 

«Perante estes sinais, o Governo afunda-se na cegueira de querer esconder a verdade que os números dizem.»

(Idem, ibidem)

 

«Há milhares de “boys” que se acotovelam nas trincheiras da Função Pública que oscila de regime para regime. Gente esperta o suficiente para não fazer muitas perguntas inteligentes»

(Pedro Ivo Carvalho, Jornal de Notícias, 19.11.10)