Aconteu
Novas Cartas Portuguesas em edição anotada

Quase quatro décadas depois da sua primeira edição, em 1972 (que a censura da ditadura fascista tratou de recolher e destruir, instaurando de seguida um processo às suas autores que viria a ficar conhecido como o processo das «Três Marias»), as Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa voltaram a ser publicadas, agora, pela primeira vez, em edição anotada.

Com a chancela da D. Quixote, o livro é constituído por 120 textos colectivos das suas autoras sob a forma de cartas, poemas, relatórios, narrações, ensaios e citações.

Como refere na introdução Ana Luísa Amaral, que organiza esta edição anotada, ao reescrever as conhecidas cartas seiscentistas da freira portuguesa Mariana Alcoforado, Novas Cartas Portuguesas «afirma-se como um libelo contra a ideologia vigente no período pré-25 de Abril (denunciando a guerra colonial, o sistema judicial, a emigração, a violência, a situação das mulheres), revestindo-se de uma invulgar originalidade e actualidade».

 


Em defesa da Linha do Tua

Foi entregue no Parlamento terça-feira uma petição com 4500 assinaturas exigindo a reabertura da Linha do Tua e reactivação do troço até Bragança.

A iniciativa é do Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua, criado em Agosto, na aldeia de Codeçais, Carrazeda de Ansiães, um dos concelhos servidos por aquela ferrovia transmontana encerrada há mais de dois anos.

Além das manutenção do troço entre o Tua e Mirandela (com a circulação suspensa desde o último de quatro acidentes), os subscritores da petição reclamam a reabertura do troço entre Mirandela e Bragança, dsesactivado há 18 anos.

 


<i>A noite de Ravensbruck</i>

No Cine Teatro Constantino Nery, de Matosinhos, esteve em cena até domingo passado A Noite de Ravensbruck, baseada no texto inédito de José Viale Moutinho.

Esta é uma peça de intervenção social que conta o quotidiano de três deportadas prisioneiras num campo de morte nazi, sujeitas a toda a espécie de violência e vexames por uma guarda alemã.

A peça foi levada a cena pelo Teatro Art´Imagem em co-produção com o Cine Teatro Constantino Nery, numa versão cénica e encenação de José Leitão, fazendo parte do elenco os actores Eva Fernandes, Joana Carvalho, Luísa Pinto e Odete Môsso.

 


Desemprego em alta

O mercado de trabalho no nosso País foi um dos mais atingidos pela crise financeira e económica, com uma notória subida da taxa de desemprego, revela um relatório sobre o «Emprego na Europeia em 2010» divulgado no dia 25 em Bruxelas pela Comissão Europeia.

O documento conclui que «a queda do emprego na União Europeia foi muito mais moderada do que a queda na actividade económica», mas, nalguns Estados-membros, o impacto da crise no mercado de trabalho «foi muito mais pronunciado», como foi o caso dos Estados bálticos, Dinamarca, Irlanda, Portugal e Espanha.

Os dados do relatório indicam que, em Portugal, a taxa de desemprego não parou de crescer desde o início da crise, atingindo os 10,8 por cento em Julho passado, contra 9,6 por cento em 2009 e 7,7 por cento em 2008.

Em termos de faixas etárias, segundo o relatório, foram os jovens (com idades entre os 15 e os 24 anos) os mais atingidos pela destruição de postos de trabalho, com uma quebra no espaço europeu de 11,4 por cento desde o início da crise, e um crescimento vertiginoso da precariedade.

 


Colectividades exigem respeito

A Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto exigiu do Governo o cumprimento imediato da legislação que reconhece o movimento associativo popular como parceiro social.

Em carta aberta ao primeiro-ministro, aquela estrutura do movimento associativo manifesta «o seu mais veemente protesto pelo adiamento desta situação», lamentando que o Governo «não respeite uma organização que representa 29 mil associações privadas sem fins lucrativos em todo o País, com 435 mil dirigentes associativos voluntários e mais de três milhões de associados, movimentando ainda, três por cento do Produto Interno Bruto».

A Confederação exige ainda a sua integração no Conselho Económico e Social, no Conselho Nacional da Economia Social, no Conselho Nacional do Desporto e no Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado.

Desde Fevereiro deste ano que esta carta está a ser entregue em todos os governos civis do País – a última foi agora em Castelo Branco -, na expectativa de que o Governo mude de atitude e resolva a questão.

 


50 anos de carreira de Júlio Cardoso

A companhia Seiva Trupe, do Porto, levou a cena no passado fim-de-semana em Coimbra o espectáculo Eu sou a minha própria mulher, um monólogo da autoria do actor e dramaturgo norte-americano Doug Wright com o qual Júlio Cardoso assinala os 50 anos da sua carreira como actor.

Dirigido pelo encenador João Mota, Júlio Cardoso apresentou-se em palco sozinho para interpretar mais de 30 personagens que compõem a peça, originalmente estreada em 2003, na Broadway.

Júlio Cardoso foi um dos jovens actores profissionais que em 1973 fundou a companhia Seiva Trupe.

 



Resumo da Semana
Frases