Aconteu
Comboio chinês bate recorde de velocidade

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Um comboio de alta velocidade da companhia chinesa Railway High-Speed atingiu, dia 3, a velocidade de 486,1 km/h, transformando-se na composição comercial mais rápida do mundo.

O recorde foi alcançado no recém-construído troço de 220 quilómetros, que liga a cidade de Zaozhuang, na província de Shandong, a Bengbu, na província de Anhui. Num teste realizado em Setembro, num outro percurso, o comboio tinha já superado os 416 km/h.

Trata-se do modelo CRH380A, de construção chinesa, concebido para operar na nova linha-férrea de alta velocidade, que ligará no próximo ano Pequim a Xangai, numa distância de 1300 quilómetros. O trajecto deverá ser cumprido em menos de quatro horas, contra as dez hoje necessárias, e terá uma afluência diária de 220 mil passageiros.

A China dispõe da maior rede ferroviária de alta velocidade do mundo com uma extensão actual de 7531 quilómetros. As autoridades prevêem que todas as cidades ficarão ligadas em 2020, servindo cerca de 90 por cento da população.


Açores compensam redução salarial

O Parlamento Regional dos Açores aprovou, dia 3, a criação de uma remuneração complementar que compensará integralmente o corte de 3,5 por cento dos salários aos funcionários públicos sob tutela regional, cujos vencimentos oscilam entre os 1500 e 2000 euros, abrangendo um total de 3700 trabalhadores.

Assim, a redução média dos salários de cinco por cento imposta pelo Governo da República só será sentida nos Açores pelos trabalhadores com vencimentos brutos acima daquele valor.

Todavia, a maioria socialista açoriana segue as mesmas orientações do Orçamento Geral do Estado, ainda que atenuadas, aplicando cortes nas pensões, no rendimento de inserção, nos abonos de famílias e outras prestações familiares essenciais para as camadas mais desfavorecidas da Região.


<i>Ikea</i> ameaça 8 mil empregos no Algarve

A Associação Comercial da Região do Algarve (ACRAL) reagiu com preocupação, dia 1, à assinatura do contrato de cooperação entre o grupo sueco Ikea e a Câmara de Loulé para a abertura de uma nova grande superfície comercial.

Em declarações à Lusa, o seu presidente, João Rosado, calculou que «os dois mil postos de trabalho que o Ikea diz que vai criar no Algarve terão um impacto de oito mil desempregados no comércio tradicional».

O responsável cita um estudo feito pela Universidade Católica em 2004, a pedido da Confederação do Comércio Português, que indica que por cada posto de trabalho criado numa nova grande superfície são extintos quatro no comércio local.

Para além disso recorda que a própria Direcção Regional de Economia do Algarve concluiu haver «um excesso de grandes superfícies» na região desde 2006.


«<i>Não deixes que a noite se apague</i>»

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A peça de Domingos Lobo «Não deixes que a noite se apague», distinguida em 2009 com o Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno, foi recentemente lançada em livro pelas Edições Cosmos.

A história decorre entre Janeiro e Maio de 1962, tendo como pano de fundo a crise académica e as greves dos trabalhadores agrícolas do Alentejo e do Ribatejo, pela jornada de oito horas.

Trata-se do segundo volume da colecção Teatro, que publica as peças vencedoras daquele prémio criado por iniciativa da Câmara de Santarém e do Instituto Bernardo Santareno, em homenagem ao grande dramaturgo português.


Desigualdade é maior em Portugal

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Portugal apresenta o segundo valor mais alto no índice de desigualdade social da União Europeia, logo a seguir à Letónia e ex-aequo com a Bulgária e Roménia, revela um estudo lançado, dia 2, em Lisboa, pelo Observatório das Desigualdades.

Com base em dados de 2007, a equipa de investigadores constatou que o rendimento em Portugal dos 20 por cento da população mais ricos é 6,1 vezes superior ao dos 20 por cento mais pobres.

Por outro lado, 18 por cento da população estavam em risco de pobreza em 2007, elevando-se a 23 por cento no grupo etário até aos 17 anos e para 22 por cento nos idosos com mais de 65 anos.

Apontando o desemprego como um dos factores que mais contribui para o aumento do risco de pobreza, o estudo assinala que a maior parte dos desempregados em Dezembro de 2009 tinha entre 35 e 54 anos, e acrescenta que a respectiva taxa neste grupo etário aumentou 30,1 por cento face ao período homólogo de 2008.

Os dados estão publicados no livro «Desigualdades Sociais 2010 - Estudos e Indicadores», publicado pela Editora Mundos Sociais, estrutura integrada no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa.



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