Grândola exige saúde

O último abaixo-assinado lançado pela população de Grândola contra a falta de médicos e o encerramento frequente da unidade de saúde antes do horário previsto vai ser debatido, no dia 24 de Fevereiro, na Assembleia da República. Estão entretanto abertas as inscrições até ao dia 18 de Fevereiro, na Junta de Freguesia, a todos – instituições, colectividades, associações, comerciantes, clubes, reformados, jovens – os que querem manifestar o seu protesto e indignação contra este ataque do Governo.

No sábado, uma caravana com mais de 25 viaturas deslocou-se, em marcha lenta, de Grândola até ao posto médico de Canal Caveira, onde se reivindicou a abertura do serviço.

«Os responsáveis só conhecem Canal Caveira de passagem, mas trata-se de uma localidade com 400 pessoas, a maioria idosa e a viver sozinha, que têm de deslocar-se de táxi ou, quando é possível, em transporte próprio, pois não há transportes públicos», disse, no local, Fátima Luzia, presidente da Junta de Freguesia de Grândola.

Esta situação é agravada pelo facto de, desde o final do ano passado, o serviço de atendimento complementar do centro de saúde do concelho não estar a funcionar até às 24 horas, ao contrário do acordado desde 2008 entre a autarquia e o Ministério da Saúde, alegadamente por falta de médicos. «Hoje, um sábado, mais uma vez o centro de saúde vai fechar às 17 horas porque não há médico», protestou.



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