Governo corta a eito
PCP opõe-se a mais sacrifícios e alerta
Esta política afunda o País

O presidente do Grupo Parlamentar do PCP contestou as novas medidas de austeridade anunciadas sexta-feira pelo ministro das Finanças, advertindo que elas irão «afundar ainda mais o País».

 

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Reagindo nesse mesmo dia em declarações no Parlamento, Bernardino Soares considerou que este novo pacote significa a «continuação da imposição de mais sacrifícios nas áreas sociais mais vulneráveis, nos salários e nas pensões».

Convicto de que estas medidas não terão nenhum efeito positivo nem resolverão nenhum dos problemas com que o País está confrontado, o líder parlamentar do PCP não escondeu a sua preocupação perante um «corte nos serviços públicos» que, do seu ponto de vista, levará à paralisia e à negação do direito à Educação e à Saúde».

Orientações que contam com o apoio do PSD e que vêm na linha, de resto, de uma política de aprofundamento das injustiças e desigualdades sociais.

As medidas anunciadas por Teixeira dos Santos «não resolverão nenhum problema, nem o das contas públicas nem a questão do crescimento económico», concorrendo, pelo contrário, para «afundar ainda mais o País», sublinhou Bernardino Soares.

As medidas adicionais apresentadas pelo titular da pasta das Finanças, segundo as suas palavras, visam actualizar o Programa de Estabilidade e Crescimento em 2011, 2012 e 2013, alegadamente para cumprir as metas do défice de 3 por cento em 2012 e 2 por cento em 2013.

Entre as medidas apresentadas encontram-se as que apontam no sentido de ainda maiores reduções na área da Saúde e no Sector Empresarial do Estado, cortes nas prestações sociais e aumento das contribuições sociais, cortes nas pensões, redução das transferências para as autarquias, limitação dos benefícios e deduções fiscais (designadamente em sede de IRS e IRC) e agravamento do IVA.

 



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