Breves
Reestruturação na <i>Prisa</i> gera<br>protestos

Cerca de cinco mil trabalhadores do grupo espanhol de comunicação social, Prisa, manifestaram-se, dia 19, em Madrid, contra o projecto de reestruturação que prevê a eliminação de 2500 postos de trabalho, ou seja cerca de 18 por cento do quadro de pessoal.

Os trabalhadores contestam o plano, considerando que não há razões para externalizar serviços e destruir empregos num grupo cujas empresas geram avultados lucros.


Crédito cai e dívida sobe<br>em Espanha

Os novos créditos das entidades espanholas às famílias caíram 63,3 por cento em Janeiro, face a Dezembro, tendo o financiamento a empresas descido 30,1 por cento no mesmo período, segundo dados do Banco de Espanha, divulgados dia 18.

Em termos homólogos, face ao mesmo mês de 2010, a queda cifrou-se em 43,1 por cento no caso das famílias e 16,03 por cento no caso das empresas.

A mesma entidade registou um aumento de 13,8 por cento da dívida pública espanhola, em 2010, atingindo o montante 638 767 milhões de euros, ou seja, cerca de de 60,1 por cento do PIB.


Estrangeiros recebem<br>menos 60 por cento

Os salários da mão-de-obra estrangeira masculina em Espanha representam apenas 40,63 por cento do salário médio anual, afirma um estudo da central sindical UGT, divulgado na segunda-feira, 21, a propósito do Dia Internacional da Eliminação da Discriminação racial.

Curiosamente, de acordo com o mesmo estudo, baseado em dados de 2009, as mulheres estrangeiras têm um situação ligeiramente melhor, já que o seu rendimento atinge 55,35 por cento do salário médio do país.

A central sindical indica ainda que a agricultura e o trabalho doméstico têm sido os principais refúgios da população imigrante, calculada em perto de cinco milhões de pessoas.