«O capital a roubar e o povo a pagar»
Contra a precariedade e os baixos salários
Jovens exigem nova política

Milhares de jovens trabalhadores desfilaram, dia 1, na baixa de Lisboa, com a Interjovem/CGTP-IN, contra a política de direita que acusam de gerar desemprego, precariedade e baixos salários. Reclamaram uma «nova política».

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«Exigimos e lutamos, Mudar de Rumo, Nova Política» foi a faixa que encabeçou a manifestação, quando os dois caudais de protesto, provenientes do Intendente e do Cais do Sodré, se uniram num só, convergindo na Praça da Figueira. Durante quase duas horas, os jovens tomaram as ruas da baixa.

Nas faixas que seguraram estavam expressos os motivos da luta e da contestação. Muitos empunharam cartazes «Contra a precariedade, por um país melhor», contra os contratos a prazo, os falsos e os verdadeiros recibos verdes, por contratos efectivos que valorizem o trabalho dos jovens e que lhes dêem mais segurança nas suas vidas.

Depois de descerem a Rua do Ouro – que ficou totalmente preenchida – seguiram pela Rua da Conceição e pela Rua Nova do Almada, num percurso animado por carros de som, megafones e milhares de vozes gritando as reivindicações dos jovens e da CGTP-IN, assegurando que «A juventude não desarma, a luta é a nossa arma», protestando porque «Cheira mal, a precariedade laboral», que esta significa «exploração do capital», «o capital a roubar e o povo a pagar». A necessidade urgente de uma «Nova política» que garanta um futuro melhor para os jovens e o povo foi reclamada a plenos pulmões durante todo o percurso, tendo-se salientado que esta luta é pela «mudança, não queremos alternância».

Quando a manifestação começou a descer a Rua do Carmo – que também acabou por ser pequena para tantos participantes – a expressão do protesto foi completada com uma grande faixa, pendurada no passadiço do elevador de Santa Justa.

Atenta e entusiasticamente aplaudidas foram as intervenções do coordenador nacional da Interjovem, Valter Lóios, e do Secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva. Os participantes aprovaram posteriormente uma moção, por unanimidade, após o que concluíram a acção, cantando com muitos punhos erguidos o hino da Intersindical.

Uma delegação do PCP, com o Secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa, saudou os manifestantes e reafirmou o apoio activo dos comunistas às reivindicações dos jovens.

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