Aconteu
Gagárine viu a terra do espaço há 50 anos

Foi em 12 de Abril de 1961 que o astronauta soviético Iúri Gagárine realizou o primeiro voo da humanidade ao espaço. «Poekhali!» (vamos!), disse o piloto quando o foguetão Vostok-1 levantou voo do Cosmódromo de Baikonur.

O passeio pela órbita terrestre, de apenas 108 minutos – que foi na altura festejado nas ruas de muitas cidades do mundo por milhões de pessoas, vendo neste feito da ciência um passo de gigante para a concretização do sonho de progresso e prosperidade para todo o planeta – continua hoje a ser comemorado internacionalmente.

Em Portugal, a efeméride foi assinalada pelo Instituto Superior Técnico (IST), que promoveu uma série de iniciativas, designadamente uma exposição com imagens de Marte e vários filmes sobre o espaço. Anteontem, terça-feira, 12, decorreu um seminário sobre a contribuição portuguesa para o Espaço. À noite, a Associação de Estudantes promoveu a exibição do filme «First Orbit», em estreia mundial, do britânico Christopher Riley, que reconstitui o voo de Gagárine, utilizando, entre outras, imagens do espaço obtidas a bordo da Estação Espacial Internacional (ver YouTube - First Orbit).

 


Buzinões e marchas lentas

Buzinões e marchas lentas voltaram a ser a forma de luta dos utentes contra a introdução de portagens nas auto-estradas A25, A24 e A23. Em vários distritos, centenas de automobilistas e camionistas participaram, na sexta-feira, 8, numa nova jornada contra uma medida injusta e particularmente penalizadora para as populações do interior.

No sábado, protesto análogo teve lugar na Ponte do Guadiana, convocado pela comissão de Utentes da A22. À caravana portuguesa juntaram-se automobilistas espanhóis, que em conjunto buzinaram e gritaram palavras de protesto contra as portagens que irá afectar os residentes de ambos os lados da fronteira. Para além de eleitos autárquicos algarvios, também o alcaide do município espanhol de Ayamonte fez questão de estar presente.


URAP apela à libertação dos <i>cinco</i>

O núcleo de Setúbal da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) e o Comité Português para a Libertação dos Cinco promoveram, quinta-feira, 7, na capital sadina, um encontro de solidariedade com os cinco patriotas cubanos injustamente encarcerados há 12 anos pelas autoridades norte-americanas.

Na iniciativa, que contou com a presença do embaixador de Cuba em Portugal, Eduardo Lerner, e da presidente da CM de Setúbal, Maria das Dores Meira, foi adoptada uma declaração que também manifesta solidariedade à revolução cubana.

O documento recorda que Gerardo Hernández, Ramón Labañino Salazar, António Guerreiro Rodriguez, Fernando González Llort e René González Sehwerert foram injustamente acusados de terem cometido actos contra a segurança dos EUA, quando, pelo contrário, «nada mais fizeram do que desmascarar e prevenir acções terroristas contra o povo cubano».

Aliás, refere ainda o texto, o próprio antigo presidente dos EUA, James Carter, em entrevista à imprensa durante a sua recente visita a Cuba, afirmou a este propósito: «A prisão dos cinco não faz sentido, houve dúvidas nos tribunais norte-americanos e também entre as organizações de direitos humanos no mundo. O julgamento dos cinco foi duvidoso e sei que se violaram normas, e que as restrições acerca das visitas foram extremas. Eles já estiveram presos durante 12 anos e eu espero que, no futuro próximo, sejam libertados para que regressem aos seus lares».


Novo livro de Urbano Tavares Rodrigues

Terraços de Junho – Contos e Sonhos é o título do novo livro de Urbano Tavares Rodrigues, dado recentemente à estampa pela D. Quixote. Trata-se de um conjunto de 14 textos que vêm juntar-se à extensa obra de um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos. «Quase todos estes contos se caracterizam pelo insólito, pelo mágico, pelo surpreendente. Pairam entre o real e o irreal numa fascinante contradança de amor, aventura e desespero. E, contudo, o social nunca é esquecido», lê-se na contracapa desta edição.


Dez contos de José Luís Ferreira

Deputado e membro do Conselho Nacional de «Os Verdes», José Luís Ferreira faz uma incursão na ficção com um livro de contos com o sugestivo título Dez contos de Réis e de Gente – Nem Mais, Nem Menos, Dez Contos de Réis Por Ser P'rá Gente. A obra, sob a chancela da Chiado Editora, já teve várias sessões de lançamento, uma das quais realizada, no dia 2, em Vila Pouca de Aguiar, terra natal do autor.



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