«Os EUA vão enviar para a Líbia aviões não-tripulados»
Guerra na Líbia
Imperialismo intensifica agressão

A aliança euro-norte-americana intensifica os bombardeamentos contra a Líbia com o objectivo de derrubar o único regime que não domesticou completamente no Magreb.

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Depois de a França, Grã-Bretanha e Itália terem anunciado que colocarão à disposição dos rebeldes líbios mais instrutores militares, os EUA divulgaram o que chamam de modesto contributo para apoiar os insurgentes que pretendem derrubar o regime de Muammar Khadafi: o envio de aviões não-tripulados, os mesmos que no Paquistão e Afeganistão têm dizimado milhares de civis em ataques cirúrgicos comandados pela CIA.

Com a promessa de envio de drones para a agressão, o imperialismo intensificou, desde o final da semana passada, os bombardeamentos contra a Líbia. Entre quarta-feira e domingo, dezenas de operações aéreas fustigaram várias cidades, em particular Tripoli e as áreas circundantes da metrópole e Sirte. A apregoada distinção entre alvos militares e civis não se vislumbra, e, segundo informações divulgadas pela Telesur, para além do edifício do governo do país, hospitais e um complexo da empresa estatal de fornecimento de água potável também foram atingidos.

Durante este período, pelo menos 20 civis morreram e dezenas ficaram feridos, muitos dos quais com gravidade, informaram responsáveis da Líbia.

O executivo de Khadafi reitera a sua disponibilidade para o diálogo. Em Misrata, retirou os militares e entregou o comando das operações a supostos chefes tribais com o intuito, dizem, de facilitar o diálogo com os insurrectos. Nas reuniões promovidas pela União Africana, os representantes de Khadafi insistem que aceitam realizar eleições, um referendo, e abrir espaço a um período transitório, mas, como notou o porta-voz de Tripoli, Musa Ibrahim, o autodenominado Conselho Nacional de Transição parece «ter medo da paz» e do pronunciamento popular.

Não é de estranhar que assim seja, já que, ainda na semana passada, viram a sua intransigência e belicismo respaldados pelo senador republicano John McCain, que em Bengazi apelou ao envio de armas para os rebeldes, e pelo próprio secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, que no domingo esteve no Egipto alegadamente a ultimar os pormenores para uma escalada da ofensiva contra as forças de Khadafi.



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