A taxa de desemprego juvenil atinge os 45 por cento
Crise destrói 2,3 milhões de empregos
Desemprego recorde em Espanha

O primeiro trimestre encerrou em Espanha com um nível histórico de desemprego: 21,29 por cento da população activa, um total de 4,91 milhões de pessoas sem trabalho, e um milhão e 386 mil famílias com todos os seus membros desempregados.

Só entre Janeiro e Março deste ano foram destruídos 256 500 empregos, e desde que a crise económica se abateu sobre o país, em 2008, já foram destruídos 2,37 milhões de postos de trabalho.

As medidas adoptadas para travar este flagelo têm tido efeitos negativos ou muito limitados na criação de emprego. A revisão das leis laborais, designadamente a redução das indemnizações aos trabalhadores, terá certamente contribuído para que a maior parte dos despedimentos, nos primeiros três meses do ano, tivesse incidido sobre contratos por tempo indeterminado (193 400).

As rescisões de contratos precários elevaram-se a 54 300 e só os contratos a tempo parcial, impulsionados pela bonificação das quotizações sociais aprovada pelo Governo em Fevereiro, evoluíram positivamente cerca de cinco por cento.

No entanto, esta medida está longe de constituir uma resposta sobretudo para as novas gerações, as mais afectadas de acordo com os dados oficiais. Na verdade, 80 por cento da destruição de empregos no período verificou-se na camada etária até aos 34 anos. O desemprego juvenil (até aos 25 anos) representa já 45 por cento dos indivíduos.

Face à impossibilidade de encontrar trabalho, muitos emigram procurando oportunidades noutros países. Em consequência, a população activa de Espanha registou uma diminuição de 42 900 pessoas desde o início do ano, das quais 70 por cento são imigrantes.

Para os que ficam a situação é cada vez mais insustentável. Que o digam os dois milhões de pessoas que procuram trabalho há mais de um ano ou o milhão de desempregados que, conforme dados do Ministério do Trabalho, não recebem subsídio de desemprego por não terem descontado o tempo suficiente ou porque esgotaram os prazos desta prestação.

Mas se os indicadores médios nacionais revelam um quadro dramático, em cinco províncias espanholas a situação é ainda pior, com taxas de desemprego superiores a 30 por cento. É o caso das províncias de Huelva (32,95%), Málaga (32,73%), Cádis (32,68%), Almeria (32,04%) e Las Palmas (31,01%).



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