Aconteu
Agricultores voltaram ao protesto

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Mais de mil agricultores concentraram-se, sexta-feira, no Terreiro do Paço, em Lisboa, para protestarem contra os sacrifícios que lhes têm sido impostos pela política de direita e exigirem uma mudança que crie condições para quem quer trabalhar a terra.

Na iniciativa promovida pela Confederação Nacional de Agricultura foi aprovada uma carta aberta, posteriormente entregue no Ministério da Agricultura, na qual se sustenta que a «desastrosa situação da lavoura e do mundo rural» fica a dever-se «às más políticas agrícolas e de mercados» protagonizadas pelo PS, PSD e CDS, partidos que se sucederam no governo nas últimas três décadas.


«A filha rebelde» julgada

Iniciou-se no passado dia 3 o julgamento do ex-director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Carlos Fragateiro, e de José Pedro Castanheira e Margarida Fonseca Santos, autora da peça «A filha Rebelde». Em causa está uma queixa apresentada pelos sobrinhos do ex-director da PIDE/DGS, Silva Pais, que alegam «ofensa à memória» na adaptação para teatro do livro dos jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Santos. A obra conta a história da filha do antigo director da polícia política fascista, que deixa para trás a família rumo a Cuba e à revolução socialista em curso.

Para Carlos Fragateiro o caso é «absurdo», mas os sobrinhos de Silva Pais argumentam que na representação existem diálogos que atribuem responsabilidades sobre o assassinato de Humberto Delgado àquele responsável fascista.

Os familiares do director da PIDE, que morreu em 1981 quando ainda decorria o processo em que era acusado de autoria moral na morte de Delgado, procuraram sempre impedir que a peça fosse levada à cena.


Almada regula horários

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A Assembleia Municipal de Almada (AMA) aprovou o regulamento municipal de horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e dois aditamentos sugeridos pela CDU e BE, que obrigam o Jumbo, o Leroy Merlin e a Decathlon a cumprir horários reduzidos.

Além da já esperada proibição de funcionamento aos domingos e feriados depois das 13 horas entre Janeiro e Outubro, a AMA aprovou a proibição de funcionamento nos feriados do 25 de Abril, 1.º de Maio, Natal e Ano Novo.

O regulamento foi aprovado com os votos da maioria CDU, do PS e do BE. Um dos dois deputados do CDS absteve-se, e cinco dos seis deputados do PSD, votaram contra.

O primeiro aditamento, referente aos feriados de Abril e Maio, proposto aos deputados pela presidente da Câmara, Maria Emília de Sousa, foi aprovado com seis votos contra do PSD e CDS-PP e uma abstenção do presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica (PSD). A proibição de funcionamento nos dias de Natal e Ano Novo foi aprovada por unanimidade.

O funcionamento dos estabelecimentos fora do horário estabelecido implicará coimas entre os 250 e os 25 mil euros.


«À espera de Gorete»

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Uma comédia um bocadinho política, assim é descrita a peça «À espera de Gorete», que estreou dia 5 de Maio e vai estar em cena no Teatro da Trindade até ao próximo dia 22.

Escrito e encenado por Mafalda Santos, interpretado por Luís Oliveira, Mafalda Santos, Miguel Eloy, Pedro Vieira e Rita Pimentel, o espectáculo «pretende apresentar, através da sua dramaturgia absurda e inquietantemente cómica, uma sátira ao mundo actual, com todos os seus conflitos mais ou menos quotidianos, mais ou menos patéticos».

É, ainda, nas palavras da autora, «uma sátira ao racismo, ao preconceito, à guerra, à política e à governação» que coloca o público a rir-se de si próprio «reconhecendo-se nas atitudes mais ridículas e preconceituosas das personagens, pensando no País que temos, no estado a que chegou a cultura e o Teatro».

«À Espera de Gorete é assumidamente uma comédia, mas não é por isso que deixa de provocar fortes emoções no público. Outras emoções são despertadas que não as do teatro convencional. O despertar crítico é também uma manifestação artística», conclui-se no texto distribuído ao público.


Moradores contestam rendas

Na cerimónia de inauguração da ETAR do Seixal, a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, foi recebida com protestos pelos moradores dos bairros Rosa (Pragal) e Quinta do Cabral (Arrentela). Os inquilinos do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana contestam a actualização das respectivas rendas, algumas das quais já aumentaram 200 por cento, e prometem continuar a luta até que o regime em vigor seja substituído por um outro que garanta maior justiça social, em particular para as famílias numerosas e com mais baixos rendimentos.



Resumo da Semana
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