ID alerta para aumento das desigualdades

A Associação Intervenção Democrática (ID) esteve reunida, no dia 30 de Abril, em Assembleia Geral, para aprovação do Relatório e Contas e o Plano de Actividades e Orçamento de 2011.

No final dos trabalhos, aprovou uma Declaração Política onde acusa o Governo de impor aos portugueses «novos e pesados sacrifícios» que «fazem aumentar exponencialmente as desigualdades sociais». «Em contrapartida, observa-se uma verdadeira caça aos lucros por parte das classes possidentes, dos banqueiros, dos especuladores financeiros que, para além de não serem devidamente tributados, enveredam muitos deles por uma clara e impune fuga de capitais para paraísos fiscais», acusa, no documento, a ID.

Fazendo um diagnóstico «sobre o que se passa no País», a Associação denunciou a «intolerável subordinação» do poder político ao poder económico, «com os interesses do povo sujeitos à ideologia da ditadura do mercado», e recordou que as instâncias europeias e as principais potências revelam, desde há muito, «a sua intenção de obrigar os países da comunidade a aceitar essa ideologia de mercado a que políticos sem visão estratégica não se opõem, sem terem na devida conta os efeitos nefastos sobre Portugal».

Sobre a entrada do FMI e do BCE em Portugal, a ID salienta que o acordo vai «agravar ainda mais os problemas» nacionais. «O primeiro-ministro nunca esteve disponível para dialogar seriamente com as forças políticas de esquerda, nomeadamente com os partidos que integram a CDU, que tem propostas concretas para minorar os problemas e fazer avançar o País na senda do desenvolvimento e do progresso social», afirma a Intervenção Democrática.



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