Editorial

«Milhares de activistas da CDU erguem, em todo o País, uma campanha diferente de todas as outras»

UMA CAMPANHA POLÍTICA DE MASSAS

A campanha eleitoral da CDU – uma verdadeira campanha política de massas – afirma-se e destaca-se de todas as restantes, entre muitas outras coisas, pela seriedade e pelo rigor na análise à situação dramática que se vive no País; pela denúncia certeira das causas e dos causadores dessa situação; pelas propostas concretas que apresenta para livrar Portugal e os portugueses das consequências do pacto de submissão assinado pelos partidos da política de direita, PS, PSD e CDS/PP.

Dando continuidade à intensa pré-campanha levada a cabo em todo o País, os activistas da CDU erguem agora uma campanha diferente de todas as outras, levando por diante um vastíssimo conjunto de iniciativas – sessões de esclarecimento, comícios, desfiles, arruadas, jantares e almoços de confraternização; procedendo a uma ampla acção de contacto directo com centenas de milhares de eleitores; percorrendo localidades onde mais nenhuma outra força se desloca; enfim, procurando fazer chegar aos portugueses a verdade sobre os objectivos, as propostas, os compromissos assumidos pelos candidatos da CDU.

E se é verdade – e é – que tudo isto é fruto do esforço, da dedicação, da determinação militante de milhares de camaradas e amigos, também é certo, e cumpre registá-lo, que a receptividade dos trabalhadores e das populações à campanha da CDU se tem revelado altamente positiva.

 

Todavia, quem da campanha eleitoral em curso souber apenas o que lê, ouve e vê nos média dominantes, ficará com uma ideia absolutamente falsa da realidade – entenda-se: falsa porque intencional e cirurgicamente falsificada.

Trata-se, por parte desses média, do recurso ao velho «mais do mesmo» típico de jornais, rádios e televisões que sendo propriedade dos grandes grupos económicos e financeiros estão ao serviço da política de direita.

E que, por isso, super-valorizam as campanhas dos três partidos ligados a essa política – na situação actual elevando aos píncaros da lua a campanha do CDS/PP, apresentado como se nada tivesse a ver com a política de direita e estivesse limpo de responsabilidades nos malefícios por ela causados a Portugal e aos portugueses.

E que, por isso, procedem a uma desbragada acção de propaganda do BE, tratando-o com enlevos e desvelos maternais…

E que, por isso, tratam a campanha, as iniciativas, as propostas da CDU nos moldes em que sempre –

Um tema muito batido, nos últimos dias, pela generalidade dos média é o da renegociação da dívida: subitamente, jornais, jornalistas, comentadores, analistas, decidiram e mandaram publicar que foi o BE o autor da proposta de renegociação da dívida...

Todos eles, sem decoro nem vergonha, fizeram dessa mentira uma «verdade», ocultando intencionalmente o facto de ter sido o PCP o primeiro a apresentar tal proposta, em 5 de Abril passado – proposta que, defendida durante vários dias apenas pelo PCP, ganha hoje mais apoios e mais razão à luz do que se vê na Grécia e já se antevê na Irlanda; proposta que será a primeira que o grupo parlamentar do PCP apresentará na futura AR.

É claro que sendo os referidos média propriedade de quem são, nada disto surpreende. Tão-pouco denunciamos e criticamos as suas práticas alimentando a ilusão de que eles vão mudar... O que aqui fica é tão-somente o necessário e indispensável registo de uma prática que despreza, ofende e avilta o dever de informar e o direito a ser informado – e que constitui um dos múltiplos exemplos de atropelos à democraticidade do acto eleitoral.

 

Agindo assim, pensam, talvez, os responsáveis desses média que nos farão desanimar. Porventura, alimentam a esperança de que, com a desinformação por eles veiculada, a nossa campanha enfraqueça.

Terão que ter paciência: os activistas da CDU estão a fazer – e vão continuar a fazer – a mais forte, a mais ampla, a mais participada de todas as campanhas eleitorais em campo.

E seja qual for o resultado das eleições, eles continuarão a combater a política de direita e a troika que a executa há 35 anos; continuarão a demonstrar que o PS, o PSD e o CDS/PP têm um mesmo programa eleitoral: o programa da submissão decidido pela troika do grande capital financeiro e aceite com aplausos pela troika da política de direita; continuarão a afirmar e a demonstrar que há um outro rumo para Portugal – e que esse rumo, necessário, imperioso, urgente e possível, se alcançará com o voto na CDU.

Continuarão, também, a desmascarar os vendedores de banha de cobra, os que, em tempo de eleições prometem mundos e fundos para caçar o voto dos incautos e, caçado o voto, mandam as promessas às urtigas e, insultando a boa-fé e a inteligência dos eleitores, fazem o que sempre fizeram, que é exactamente o oposto daquilo que prometeram.

Por isso, é sempre bom, em tempo de campanha eleitoral, lembrar campanhas e eleições anteriores, como fez Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, na sua intervenção no Couço: «Ganhos os votos e eleitos os deputados, houve quem cumprisse o prometido e quem traísse o povo»: quem cumpriu foram os eleitos da CDU; quem traiu o povo foram os eleitos dos partidos da política de direita: PS, PSD e CDS/PP.

A confirmar que todos os eleitores que, anteriormente, votaram CDU só têm razões para voltar a fazê-lo agora – e que aqueles que em eleições anteriores votaram nos partidos da política de direita, só têm razões para, desta vez, votarem em quem cumpre o prometido, que é quem defende, de facto, os seus interesses e direitos: a CDU.

 


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