Aconteu
Trabalho de Benite reconhecido

Joaquim Benite, encenador e director do Teatro Municipal de Almada e do Festival de Almada, foi agraciado com a Medalha de Mérito Distrital de Setúbal.

Na cerimónia de entrega do prémio realizada no dia 16, o governador civil Manuel Malheiros, aludindo à figura e obra do homenageado, realçou o seu trabalho no campo da Cultura na cidade de Almada, «um trabalho que tem influenciado todo o distrito, e o País, que projectou o distrito de Setúbal no palco internacional».

Joaquim Benite agradeceu a homenagem com emoção, porque, referiu, «nada nos recompensa tanto como o reconhecimento da região em que trabalhamos: muitas vezes se tem o reconhecimento de outrem e nos falta o que mais nos consola - que é a admiração da Comunidade em que nos integramos». O director do TMA e do Festival de Almada manifestou ainda o seu repúdio pelo corte dos subsídios do Teatro de Animação de Setúbal e do Teatro Estúdio Fontenova, decidido pelo Ministério da Cultura e que põe em causa a actividade destas duas estruturas de animação cultural, reconhecidas a nível local e já há vários anos enraizadas na cidade.

Ao longo da sua carreira, Joaquim Benite recebeu numerosas distinções, entre as quais prémios da crítica e internacionais, medalhas de ouro e mérito cultural (Amadora, Almada, Ministério da Cultura), sendo ainda agraciado com ordens pelo governo francês, pelo rei de Espanha e pelo Presidente da República.


«FMI fora daqui»

A indignação e revolta pela presença de entidades estrangeiras que em nome de uma falsa ajuda se apropriam da riqueza criada e mutilam a soberania tem vindo a assumir diferentes expressões.

No dia 25, esse grito popular de quem não se resigna subiu alto no Cristo-Rei e ganhou forma em faixas negras com letras inscritas a branco pintadas com a mensagem «FMI fora daqui».

A autoria não foi reivindicada mas, segundo e-mail recebido em órgãos de informação, esta foi uma «acção contra a venda de Portugal pelo PS/PSD e CDS à troika da UE/BCE/FMI».


Quitério homenageado

Estava previsto para ontem um jantar de homenagem ao crítico José Quitério em reconhecimento pelo seu papel no plano gastronómico. A iniciativa, marcada para o Restaurante Ferrugem, entre Braga e Famalicão, partiu da Confraria Gastronómica do Abade, que assim quis valorizar o trabalho do reconhecido crítico, nomeadamente a sua «firme fidelidade à boa comida portuguesa».

Posicionamento em defesa da nossa cozinha tradicional que José Quitério assume com clareza, como mostram as suas palavras em entrevista ao Público há cerca de um ano: «Temos uma cozinha que nos individualiza, o que acontece com poucos povos».


Moinho reganha vida no Barreiro

A Câmara do Barreiro inaugurou segunda-feira, 30, o Moinho de Vento da Avenida da Praia, equipamento que vai funcionar como sede simbólica da agência regional de energia. O espaço acolherá ainda ateliês pedagógicos, disponibilizando igualmente para consulta estudos e planos sobre questões energético-ambientais.

O «Moinho do Jim», como é conhecido, é um dos quatro moinhos de vento existentes no concelho, cuja particularidade é estarem situados ao nível do mar e não em quotas superiores como é usual.

O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, considerou que a inauguração foi um momento com grande significado. «Pôr o moinho à disposição da população era algo que ambicionávamos há muito tempo», confessou.


O agravar das desigualdades

A crise económica veio causar um retrocesso no combate às desigualdades, tanto a nível de emprego como a nível salarial e até de condições de trabalho. A constatação é da Organização Internacional de Trabalho (OIT), que denuncia ainda o facto de as perspectivas do mercado de trabalho para os jovens e para as mulheres terem piorado em consequência da actual crise, dado serem as camadas mais afectadas pelo aumento do desemprego e pela discriminação salarial.

O impacto da discriminação salarial na pobreza é também referido no relatório que a OIT apresentou no dia 27, em Lisboa. Revelada, a este propósito, é a existência de estudos que mostram que sempre que é eliminada a discriminação laboral com base no sexo, a percentagem de pessoas em situação de pobreza tende a diminuir cerca de dez por cento.

A presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, em declarações à Lusa proferidas nesse mesmo dia, reconhece que continua a existir discriminação salarial no nosso País, apesar de alguns progressos, com os salários das mulheres em média a corresponder a 82,2 por cento dos salários dos homens.



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