Aconteu
Silva Pais não tem bom nome

Avolumam-se as reacções de repúdio e indignação pelo processo movido por sobrinhos do último director da PIDE, Silva Pais, contra os autores da peça A Filha Rebelde, que conta a história de Annie Silva Pais, filha daquele sanguinário.

Em tribunal «defende-se o bom nome de uma pessoa que tem bom nome. Ele não tem bom nome», considerou na passada semana em declarações à Lusa o professor catedrático José Manuel Tengarrinha.

O fundador do MDP/CDE sublinha que Silva Pais teve um comportamento «cruel, opressivo e repressivo» e lembra a propósito a sua própria experiência enquanto preso: «sei bem o que passei e qual era a opinião dele sobre os presos políticos e como deviam ser "apertados" para denunciar"».

O historiador António Borges Coelho, por seu lado, não esconde a sua perplexidade pelo julgamento dos que levaram em 2007 a peça ao palco do D. Maria II, e que são agora acusados de «difamação e ofensa à memória» de Silva Pais, considerando que se trata de «um triste sinal da nossa pobre democracia».

Para Borges Coelho, também ele preso político na ditadura fascista, este julgamento traduz ainda «uma grande falta de pudor e de respeito pelos milhares e milhares de vítimas às mãos da PIDE».

 


Faleceu Ludo Martens

Ludo Martens faleceu no domingo, 5, após prolongada doença, segundo informou o Bureau do Partido do Trabalho da Bélgica.

Nascido a 24 de Março de 1946, na Flandres Ocidental, Ludo Martens foi fundador e presidente do Partido do Trabalho da Bélgica até 2007, jornalista, escritor e historiador conhecido nos vários continentes.

Legou-nos uma importante obra sobre o movimento de libertação congolês, mas é como investigador da revolução soviética que realiza um trabalho percursor, na desmontagem e refutação dos mitos e falsificações sobre a história da construção do socialismo na URSS e análise das causas da sua derrota.

Na sua obra destacam-se os livros A URSS e a Contra-revolução de Veludo (1991), Um Outro Olhar sobre Stáline (1994), bem como vários trabalhos sobre personalidades africanas como Pierre Mulele, Léonie Abo ou Laurent Désiré Kabila.


Construção em queda

A produção na construção caiu 8,8 por cento e as remunerações pagas pelo sector diminuíram quatro por cento em Abril, face ao mesmo mês de 2010, revelam dados do INE divulgados no dia 9 de Junho.

A mesma variação negativa é registada relativamente a Março, com uma queda da produção de 6,9 por cento, segundo o índice de produção, emprego e remunerações na construção do INE.

A concorrer para esta evolução desfavorável da actividade da construção estão as reduções observadas em termos homólogos quer no segmento da construção civil quer da engenharia civil.

O volume de emprego no sector diminuiu nove por cento face a Abril do ano passado, sendo a queda de 1,1 por cento quando comparado com o mês anterior de Março.

Quanto às remunerações, diminuíram quatro por cento em termos homólogos, traduzindo uma queda de 2,8 por cento face a Março.

 


Sobral de Monte Agraço requalifica-se

O centro histórico da vila de Sobral de Monte Agraço está a ser objecto de obras de requalificação, projecto de um milhão de euros que deverá estar concluído em Outubro.

«Estas obras pretendem contribuir para a regeneração do centro histórico da vila, o aumento das zonas de circulação pedonal e a melhoria das condições de circulação automóvel», declarou à Lusa na passada semana o vice-presidente da câmara, José Alberto Quintino, eleito pela CDU.

A intervenção contempla a requalificação do jardim público da vila e zona envolvente, aumento da área de esplanadas para os espaços comerciais, arranjos dos passeios, obras nas infraestruturas subterrâneas de água e saneamento, colocação de novo pavimento e novo mobiliário urbano.

Prevê-se que a conclusão das obras coincida com a inauguração do centro de interpretação das Linhas de Torres, localizado no centro da vila.

 


SOS oceanos

A propósito do Dia Mundial dos Oceanos, assinalado a 8 de Junho, a organização internacional Oceana adverte que haverá danos «irreversíveis» nos oceanos caso não sejam adoptadas medidas urgentes, salientando que 99 por cento das espécies marinhas em perigo estão sem planos de conservação.

Aquela organização de conservação marinha, em comunicado, não poupa críticas ao sector das pescas, sublinhando que «os avanços tecnológicos postos em prática para sobre-aproveitar os recursos dos oceanos maximizam os lucros de curto prazo da indústria pesqueira, sem terem em conta a subsistência de milhões de pessoas nem a preservação dos ecossistemas marinhos».

Pronunciando-se sobre a Política Comum das Pescas, actualmente em processo de reforma, a Oceana considera ser esta «uma oportunidade de corrigir o que falhou no passado».

Os oceanos «estão em perigo, a ciência é clara, e as soluções existem. O que falta é a motivação política para a mudança», concluiu a organização.

 



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