Resistência e luta
O futuro em construção

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Ainda 2011 vai a meio e muitas foram já as batalhas travadas, com outras tantas a perfilar-se no horizonte. Lutas, de natureza e forma diversas, pequenas e grandes, a despertar energias e congregar vontades, movidas pela sede de justiça e liberdade, pela defesa de direitos, pelo progresso social e o desenvolvimento do País.

A mais recente, cujo desfecho ditou há dias um notável e importante resultado para a CDU, foi a das legislativas. Uma batalha realizada a pouco mais de quatro meses dessa outra, não menos complexa e difícil, que foi o acto eleitoral para a Presidência da República.

Mas o envolvimento e a participação populares não se esgotaram no voto. Pelo meio, nestes seis meses, muitas outras e variadas lutas mobilizaram diferentes estratos e camadas sociais.

A contestação e o protesto dos trabalhadores subiu de patamar em greves e grandes manifestações de Norte a Sul do País, ruas que foram igualmente o palco privilegiado de importantes acções juvenis e de estudantes, nelas confluindo igualmente a voz indignada dos agricultores e das populações que em vários momentos não calaram o seu grito de revolta contra o fecho de serviços e unidades de saúde ou contra a introdução de portagens.

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Lutas por um futuro melhor que tiveram ainda expressão em múltiplas outras áreas da vida, seja pela intervenção dos eleitos comunistas na AR e no poder local, no movimento sindical, nas organizações sociais e culturais, no movimento associativo e popular.

Lutas protagonizadas, hoje como ontem, por quem não se resigna perante as injustiças e a exploração, não verga às «inevitabilidades» da ideologia e poder dominantes, não abdica desse exaltante projecto que é a edificação de uma sociedade mais justa e fraterna, livre das grilhetas da exploração.

Lutas que foram, ainda, de repúdio e rejeição pelas orientações e medidas de um governo ao serviço do capital, que soçobrou aos interesses estrangeiros, abdicando da soberania nacional, absolutamente implacável na adopção de orientações e medidas com efeitos devastadores sobre os trabalhadores, o povo e o País.

Lutas, em suma, contra uma política que se constituiu num factor de agravamento da miséria e da pobreza, ao mesmo tempo que acentuou o atraso do País, multiplicando simultaneamente as injustiças e as desigualdades sociais.

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Ora foi na primeira linha de todas estas acções de luta que – sempre, mas sempre –, lá, onde quer que fosse o lugar, esteve o PCP. Com determinação, firmeza e a coragem de sempre.

Esclarecendo, organizando, mobilizando. Apoiando e sendo solidário. Enfrentando as dificuldades. Sem desistências.

O mesmo indomável espírito que estará presente em todas as tarefas e batalhas que se avizinham.

Como é desde logo a luta pela renegociação da dívida inscrita no quadro do plano vexatório subscrito pelas troikas interna e externa.

Uma batalha exigente mas que terá tanto mais sucesso quanto maior for a nossa capacidade de dar passos seguros no sentido dessa outra magna e permanente tarefa que é o reforço do PCP.

Preparar desde já a Festa do Avante! – e as Jornadas de Trabalho aí estão –, dedicando uma especial atenção à venda da EP, é certamente um contributo seguro com vista a cumprir esse objectivo.

Estes são, pois, alguns dos desafios que estão colocados a todo o colectivo partidário.

Para vencer. Como sempre!

 



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