Aconteu
Desemprego continua a alastrar

Segundo os dados do serviço de estatística da União Europeia, Eurostat, divulgados dia 16, Portugal teve a terceira quebra trimestral da taxa de emprego mais acentuada da zona euro (1,6%), depois da Grécia (5%) e da Eslovénia (2,3%)

A redução do emprego em Portugal no primeiro trimestre deste ano, a quinta maior na UE27, contrariou a tendência de ligeira subida na zona euro e na UE27, com aumentos de 0,1 por cento e 0,3 por cento, respectivamente, face ao trimestre homólogo de 2010.

O emprego em serviços financeiros e actividades de negócios aumentou 0,8 por cento na zona euro e 0,7 por cento na UE 27, enquanto a produção cresceu 0,4 por cento e 0,3 por cento, respectivamente.

Na área dos serviços de comércio, transportes e comunicações houve um crescimento de 0,1 por cento na zona euro enquanto na UE 27 se manteve estável. Outros serviços (que incluem principalmente educação, saúde e administração pública) caíram 0,1 por cento na zona euro e manteve-se estável na UE 27. Já a agricultura registou uma quebra de 1,6 por cento na zona euro e de 0,2 por cento na UE 27.

O Eurostat calcula que, no primeiro trimestre de 2011, 222,9 milhões de homens e mulheres estavam empregados na UE 27, dos quais 146,5 milhões na zona Euro.


Ordem rejeita racionamento de cuidados médicos

A Ordem dos Médicos lançou, dia 17, um apelo a todos os clínicos para que denunciem eventuais situações de restrição indevida de cuidados impostas por motivos orçamentais, garantindo que tomará medidas caso os doentes sejam afectados.

«A Ordem não aceita racionamento de cuidados. A qualidade dos cuidados é para se manter. A Ordem não vai abdicar de garantir a qualidade dos cuidados. O que temos o dever de fazer é eliminar os desperdícios e as falhas de organização», declarou à agência Lusa Jorge Espírito Santo, presidente do Colégio de Oncologia da instituição.

«Volto a reforçar o apelo para que todos os médicos dêem conhecimento de situações de restrição injustificada a que venham a ser obrigados por conselhos de administração», acrescentou Espírito Santo.

O alerta surge na sequência do corte de 200 milhões de euros nos custos operacionais dos hospitais públicos até 2012, imposto pela troika FMI/BCE/UE.


Saramago deixou romance inédito

Chama-se Clarabóia, o romance que José Saramago acabou de escrever em 1953 e deixou inédito até ao fim da vida. Agora, a Editoral Caminho prepara a obra para publicação já no próximo Outono, segundo revelou à Lusa, Zeferino Coelho, editor e amigo do Nobel português da Literatura, cujo primeiro aniversário da sua morte se assinalou no sábado, 18.

De acordo com Zeferino Coelho, a obra foi escrita no princípio dos anos 1950 e entregue a uma editora que nunca o publicou: «O próprio Saramago se esqueceu do livro – nunca mais ouviu falar dele e esqueceu-se. Até que, nos anos 1980, recebeu uma carta do editor, dizendo que tinha lá o livro, que o publicaria se ele quisesse e ele não quis. Foi lá buscar o livro e devolveram-lho.»

Na altura, prossegue Zeferino Coelho, «ele disse que não queria publicá-lo em vida, mas depois acrescentou que se quisessem publicá-lo depois da morte, sobre isso não se pronunciava, que as pessoas que têm de tratar disso fizessem como entendessem.» E a editora decidiu publicá-lo porque «faz falta, para que nós saibamos o que é que o Saramago andava a fazer nos anos 1940 e 1950».


Moody´s baixa nota à Itália

A Agência de notação financeira Moody's anunciou, dia 16, a intenção de baixar a nota da dívida italiana, devido às fracas perspectivas de crescimento da economia e às dificuldades do governo em reduzir o défice.

O aviso surge após duas derrotas eleitorais consecutivas da maioria de centro-direita, que levam a agência a considerar que «a adopção de novas políticas orçamentais de austeridade poderá revelar-se difícil a curto prazo uma vez que o apoio eleitoral do governo está a diminuir».

A mesma entidade prevê «uma evolução desfavorável das condições de financiamento da economia para os estados europeus com elevados níveis de dívida», aludindo assim a outros países onde se incluem a Espanha, Bélgica ou até mesmo a França.


Losurdo apresenta livro em Lisboa

O filósofo italiano Domenico Losurdo apresentou, dia 15, em Lisboa, o seu livro Stáline: História Crítica de uma Lenda Negra. Na sessão, realizada no ISCTE, participaram ainda João Arsénio Nunes, professor associado do CEHC-IUL, e o escritor e jornalista Miguel Urbano Rodrigues.

Nesta obra, apresentada na véspera também em Serpa, o autor passa em revista algumas das principais falsificações sobre o período da construção do socialismo e preparação da URSS para a II Guerra, contrapondo à deturpação dos factos históricos e à imagem distorcida do líder soviético, citações de intelectuais e políticos burgueses contemporâneos que não hesitaram em reconhecer os enormes êxitos da pátria do socialismo sobre a liderança de I.V. Stáline.



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