Aconteu
Reforma em Espanha só aos 67 anos

O Congresso dos Deputados, câmara baixa do parlamento espanhol, aprovou, na segunda-feira, 27, o aumento da idade da reforma dos 65 para 67 anos. A nova lei, adoptada pelo governo em 25 de Março com o acordo prévio dos sindicatos e confederações patronais, só foi votada favoravelmente pelo PSOE, no governo, e nacionalistas catalães (CiU). O Partido Nacionalista Basco absteve-se, tendo votado contra a Esquerda Unida, o Bloco Nacionalista Galego, a Esquerda Republicana da Catalunha e o Partido Popular.

Para além do aumento da idade de aposentação, as novas regras exigem um período mínimo de 37 anos para ceder à pensão completa, alargando o período de cálculo da pensão de 15 para 25 anos.


<i>Ilda Figueiredo conversa com Agostinho Santos</i>

O jornalista Agostinho Santos publicou recentemente em livro uma série de entrevistas inéditas com Ilda Figueiredo, membro do Comité Central do PCP e deputada ao Parlamento Europeu.

Como explica o autor na introdução, este livro resultou de «um diálogo em forma de entrevista, que se prolongou por muitas e muitas horas, por muitos e muitos dias, onde Ilda Figueiredo, inquestionavelmente uma das mulheres que mais se tem destacado, nos últimos anos, na classe política portuguesa e europeia, quer como autarca, quer como deputada na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, aceitou, e em alguns casos, pela primeira vez, falar de si, das suas preocupações, dos seus desejos e da sua intensa caminhada política».


<i>Tempo de Barbárie e Luta</i>

O escritor e jornalista Miguel Urbano Rodrigues acaba de publicar um novo livro intitulado Tempo de Barbárie e Luta, que reúne as mais recentes intervenções do autor em congressos e encontros internacionais.

A obra, editada pela Página a Página, foi apresentada em Beja, dia 20, pelo historiador e professor universitário Santiago Macias; em Lisboa, dia 21, pelo jornalista Armando Pereira da Silva; e anteontem, 28, no Porto, por Cristina Nogueira, professora e investigadora.

Na contracapa deste livro o autor escreve: «Qualquer que seja o assunto, os textos aqui enfeixados, na reflexão sobre a História, na abordagem de problemas da América Latina e das guerras de agressão no Médio Oriente, no esforço para iluminar fases da Revolução Russa e da Revolução Cubana, nas interrogações sobre o amanhã incerto da humanidade – esses textos têm um denominador comum: a convicção inabalável de que o capitalismo está condenado e vai ser erradicado e que a alternativa à era de barbárie que se esboça no horizonte será o socialismo».


Faleceu Nápoles Guerra

Faleceu, no sábado, 28, o Coronel do Exército José Luís Nápoles Guerra, lutador antifascista e democrata prestigiado na instituição militar e fora dela.

Militar de Abril, o Coronel Nápoles Guerra manteve sempre uma coerente fidelidade aos princípios, valores e conquistas da revolução, a par de uma intensa actividade na defesa e consolidação do regime democrático, nomeadamente no plano associativo. Foi um dos membros fundadores da Associação 25 de Abril e da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, cujos corpos sociais integrou.

O seu funeral realizou-se no domingo, 29, da Igreja de São João de Brito, para os Olivais.


Francisco da Silva Dias publica livro de contos

Contos da Memoria que Falece é o título do livro contos da autoria do arquitecto Francisco da Silva Dias, recentemente publicado pela Fonte da Palavra.

Nesta incursão na literatura, Francisco da Silva Dias, autor de diversas obras de arquitectura e urbanismo em Portugal e Angola, reflecte sobre acontecimentos que marcaram o século XX através dos «olhares de uma criança, de um adulto e de um velho». «Olhares onde cabem a Guerra de Espanha, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Colonial e a Revolução de 74. Olhares sobra a cidade, o subúrbio e o campo. Olhares sobre emigrantes, pretos, branco, pobres e ricos».


Gonçalo M. Tavares distinguido pela APE

O romance Uma Viagem à Índia, do escritor Gonçalo M. Tavares, foi distinguido, na segunda-feira, pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o Grande Prémio de Romance e Novela.

Gonçalo M. Tavares nasceu em Angola, em 1970, e conquistou alguns dos mais importantes prémios da literatura em língua portuguesa, nomeadamente o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, ambos para o romance Jerusalém. Recebeu também o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores Camilo Castelo Branco 2007, para a obra Água, Cão, Cavalo, Cabeça.

Internacionalmente, o escritor foi galardoado em Itália, França e Sérvia, estando em curso cerca de 160 traduções das suas obras em 35 países, segundo informa a Editorial Caminho.

Uma Viagem à Índia venceu também o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors.



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