Aconteu
Morreu Jorge Lima Barreto

Morreu, aos 61 anos, de pneumonia, o compositor, intérprete e musicólogo Jorge Lima Barreto. Com uma vida inteira dedicada ao universo musical, editou dezenas de discos e deixa uma vasta obra literária sobre musicologia.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Letras, doutorado em Musicologia, começou muito cedo a sua ligação à música, praticando, ainda na infância, como autodidacta, órgão de igreja e piano.

Em 1969 criou a Anar Band e também a Associação de Música Conceptual, fundando, posteriormente, já na década de 1980, o duo Telectu, com Vítor Rua. Para este, que considera Jorge Lima Barreto «uma figura ímpar na música portuguesa», «pioneiro em tudo», morreu a pessoa «mas nunca morrerá a sua música, nem a sua arte, nem a sua cultura», ficando o seu «legado musical e cultural».

O duo Telectuo foi uma presença assídua na Festa do Avante!

 


Desemprego agrava vida das famílias

O desemprego e a deterioração das condições laborais estão na base de mais de metade dos pedidos de ajuda à DECO de consumidores sobreendividados, cujo número aumentou quase 40 por cento no primeiro semestre, segundo estatísticas daquela associação de defesa do consumidor reveladas no dia 7 de Julho.

Ao desemprego – causa apontada em 36,2 por cento dos casos –, juntam-se a deterioração das condições laborais (incluindo cortes salariais), com 21,7 por cento, seguindo-se com 16,8 por cento os pedidos de ajuda motivados por doença, 10,2 por cento por divórcio ou separação e três por cento devido a agravamento do custo de crédito.


Salas perdem espectadores

O número de espectadores que frequentou as salas de cinema em Portugal no primeiro semestre deste ano desceu cerca de meio milhão relativamente ao mesmo período do ano passado.

Segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual tornados públicos na passada semana o número de espectadores nas nossas salas de cinema no primeiro semestre de 2011 foi de 7 391 431, o que corresponde a um decréscimo de 5,5 por cento em relação ao período homólogo do ano transacto (7 821 38).

Aquele instituto revela ainda em comunicado que nos primeiros seis meses deste ano «a receita bruta de bilheteira registou valores na ordem dos 37,3 milhões de euros, menos 1,9 por cento do que em relação a 2010 (cerca de 38 milhões)».

A ocupar o topo da tabela dos filmes nacionais mais vistos estão, por ordem decrescente, «Complexo Universo Pararelo», «A Cidade dos Mortos» e «48».

 


<i>Moody's</i> só vê «lixo»

Na sequência do corte pela agência de notação Moody’s do «rating» de Portugal para o nível de «lixo» os juros exigidos pelos investidores para transaccionar títulos de dívida soberana portuguesa a dois anos situaram-se, faz hoje oito dias, em média, nos 16,745 por cento.

Este valor é um novo recorde histórico desde, pelo menos, a entrada de Portugal no euro (1999), correspondendo a mais de dois pontos percentuais acima do anterior máximo histórico (14,632 por cento), registado a 27 de Junho, segundo dados da agência de informação financeira Bloomberg.

As cidades de Lisboa e Sintra, bem como as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira viram também as suas classificações baixar para a categoria de «lixo» por via da mesma Moody's.

Colocadas em níveis correspondentes a «lixo» foram ainda as empresas públicas CP, Refer, Parpública e RTP, tendo a mesma agência de notação financeira baixado também o «rating» da dívida com garantia estatal emitida pela Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Banco Comercial Português e Banco Internacional do Funchal.

 


Produção de leite a baixar

A produção de leite nacional baixou 37 mil toneladas em 2010, segundo a Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (FENALAC), que realizou no dia 8 um seminário internacional sobre o futuro do sector no nosso País.

De acordo com dados tornados públicos por aquela estrutura associativa – que engloba as cooperativas Agros, Proleite, Lacticoop e Serraleite, representando um total de 8000 produtores –, em 2008 o volume de leite nacional chegou a ser de um milhão e 868 mil toneladas mas em 2009 essa produção registou uma queda de 23 mil toneladas, decréscimo que foi ainda mais acentuado em 2010 com uma perda de 37 mil toneladas.

Uma tendência que não pode deixar de ser vista com preocupação, face à importância do sector – a indústria do leite conjuntamente com a de lacticínios constitui o segmento mais importante da indústria alimentar –, do mesmo modo que são encaradas de forma crítica as importações de leite, «uma prática generalizada, especialmente significativa nas cadeias de distribuição de origem nacional», que, na opinião da FENALAC, provoca «grandes dificuldades na remuneração do leite à produção, com consequências na viabilidade das explorações e na própria capacidade produtiva do País».

 


Não às portagens na 25 de Abril

O Governo anunciou no dia 8 a reintrodução durante o mês de Agosto de portagens na Ponte 25 de Abril, medida que diz ser extensiva até 2019 e que permitirá ao Estado uma poupança de 48 milhões de euros. Para a Câmara de Almada esta medida é o prolongamento de «uma injustiça de todos os dias do ano, que prejudica os cidadãos da área Metropolitana de Lisboa e as suas actividades económicas».

«O que está certo é o que se passa na área Metropolitana do Porto em que não existem portagens nas pontes sobre o rio Douro, tal como em Coimbra sobre o Mondego e no Algarve sobre o Guadiana», salientou o gabinete de imprensa da autarquia em declarações à Lusa.

Também a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul classifica de «profundamente injusta» a medida do Executivo de Passos Coelho, não escondendo a sua «grande revolta» por aquela vir penalizar ainda mais as pessoas das duas margens do Tejo. Para Luísa Ramos, porta-voz do movimento, está-se mais uma vez a pôr «a defesa dos interesses da Lusoponte e das grandes empresas à frente das condições de vida das populações». O que em sua opinião é tanto mais grave quanto é certo que, «dada a situação económica do País», é mais que previsível que «muitas famílias por dificuldades económicas optem por ficar em casa e fazer férias nas praias da região».

 



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