Aconteu
Prisões sobrelotadas preocupam sindicato

O crescimento constante do número de reclusos e a diminuição de guardas prisionais preocupam o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, cujo presidente se deslocou, na terça-feira, para audiências com os grupos parlamentares.

Em declarações à agência Lusa, Jorge Alves referiu que a população prisional tem vindo a aumentar desde 2007, fazendo disparar seu número para 12 375 indivíduos. E a tendência é para aumentar: só em Junho entraram mais 170.

Neste momento, indicou ainda o sindicalista, já há cadeias regionais sobrelotadas a 120 por cento e os estabelecimentos centrais estão com a lotação a 98 e a 99 por cento.

A agravar a situação existe um défice de quase mil guardas prisionais: «É um retrato preocupante», admitiu o presidente do SNCGP.


Défice comercial é o sexto maior da UE

Portugal registou nos primeiros quatro meses deste ano o sexto maior défice comercial da União Europeia, no valor de 5,8 mil milhões de euros, segundo dados do Eurostat divulgados dia 15.

O Reino Unido registou o maior défice comercial (37,3 mil milhões de euros), seguido pela França (30,7 mil milhões), Itália (17,9 mil milhões), Espanha (16,6 mil milhões) e Grécia (6,8 mil milhões).

Do lado oposto, a Alemanha teve o maior excedente comercial (51,3 mil milhões de euros), seguindo-se a Holanda (16 mil milhões de euros) e a Irlanda (mais 13,5 mil milhões).


Inflação sobe para os 3,3 por cento

A taxa de inflação em Portugal foi de 3,3 por cento em Junho, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo indica o Eurostat, que registou um valor médio na zona euro de apenas 2,7 por cento.

Mesmo no conjunto dos 27 países da UE, a taxa de inflação não foi além dos 3,1 por cento, uma décima menos do que o valor observado em Maio.

As taxas de inflação mais baixas foram observadas na Suécia (1,5%), na Eslováquia (1,6%) e na República Checa (1,9%). Já a Roménia (8%), Estónia (4,9%) e a Lituânia (4,8%) registaram as taxas de inflação mais elevadas.

A impulsionar a inflação na zona euro estiveram os sectores dos transportes (5,3 por cento), da habitação (4,8 por cento), e dos produtos alimentares (2,7 por cento).


Monumento a Saramago inaugurado em Itália

Uma escultura de César Molina representando uma passarola foi inaugurada, dia 16, em Pontedera, na região de Pisa, em Itália, em homenagem a José Saramago.

A passarola, que remete para o romance do Nobel português Memorial do Convento, será colocada na praça da localidade, onde está a decorrer o Festival de cultura mediterrânica Sete Sóis Sete Luas, do qual José Saramago foi escolhido como presidente honorário.

O director do festival, Marco Abbondanza, qualificou a escultura do andaluz Molina como «um símbolo iluminista à semelhança de Saramago que mostrou que podemos construir o nosso próprio destino».

A praça de Pontedera será rebatizada como «Piazza José Saramago» no próximo ano, quando o Festival celebrar o 20.º aniversário.


China ultrapassa EUA

A maioria dos cidadãos da Europa Ocidental acredita que a China vai ultrapassar os Estados Unidos enquanto potência mundial, indica uma sondagem do centro de pesquisa Pew Global Attitudes Projet.

Realizada entre Março e Maio e divulgada dia 13, a sondagem revela que mais de 66 por cento dos inquiridos em França, Espanha, Grã-Bretanha e Alemanha consideram que a potência asiática ou já ultrapassou os EUA ou tal irá acontecer inevitavelmente.

Esta opinião continua a prevalecer no conjunto dos 27 mil inquiridos de 22 países (incluindo nos EUA), embora com menor peso relativo (44 por cento, contra 43 de opinião contrária).

Comparando os resultados actuais com os obtidos em 2009 em apenas 18 países, verifica-se que as posições se inverteram. Em 2009, 44 por cento consideravam que a China nunca ultrapassaria os EUA e apenas 40 por cento afirmavam o contrário. Agora, nesse conjunto de países, 47 por cento acreditam que os EUA serão ultrapassados e apenas 36 por cento pensam que tal nunca acontecerá.


Filho de Gilmour condenado a prisão

Charlie, filho do guitarrista dos Pink Floyd David Gilmour, foi condenado a 16 meses de prisão por participação em distúrbios registados durante a grande manifestação estudantil, realizada a 9 Dezembro na capital britânica, contra o aumento das propinas.

Com 21 anos, estudante de História em Cambridge, o jovem foi acusado de ter lançado um caixote do lixo contra um dos veículos da comitiva real, onde seguia o príncipe Carlos e a mulher Camilla, que se cruzaram com os manifestantes a caminho do teatro.

Charlie, sentenciado no dia 15, foi também visto a saltar para o capot de um veículo que transportava membros do serviço de segurança do príncipe. O episódio da agressão à comitiva real foi notícia de primeira página dos jornais britânicos



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