Emissões da RDP Internacional
Suspensão é um erro

A suspensão das emissões da RDP Internacional na onda curta, decidida pelo Governo anterior, motivou um pedido do PCP para que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, compareça na comissão parlamentar de Ética com vista a prestar esclarecimentos sobre o assunto.

«É indispensável que o actual ministro da tutela intervenha urgentemente para pôr cobro a esta situação», afirma o deputado comunista Bruno Dias em carta dirigida ao presidente da comissão parlamentar de Ética, Cidadania e Comunicação.

O interromper das emissões desde 1 de Junho último, decisão autorizada pelo anterior ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, é encarada com preocupação pela bancada comunista, uma vez que «afecta as comunidades portuguesas na diáspora».

Acresce, segundo Bruno Dias, que foi «levada a cabo sem qualquer avaliação ou estudo prévio» e, ainda que assumida como provisória, a verdade é que «os trabalhadores que se encontravam no centro emissor de onda curta de Pegões estão a ser colocados noutros serviços», o que denota no fim da contas «uma intenção definitiva».

Com esta medida, na perspectiva do PCP, está ainda a ser ignorada «a realidade de muitos ouvintes» que não dispõem de internet nem de sistemas de recepção de satélite, ficando assim excluídos de ouvir a emissão da RDP.

«Não podemos, por outro lado, ignorar o investimento de quase seis milhões de euros no sistema de emissões em onda curta, entre 2003 e 2006, e que existem compromissos internacionais da RTP, designadamente no quadro da sua participação no High Frequency Coordination Committee», sublinha Bruno Dias.



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