Aconteu
Sempre mais ricos, apesar da crise

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Américo Amorim, um dos maiores accionistas da Galp Energia e da Corticeira Amorim, é, pelo quarto ano consecutivo, o homem mais rico de Portugal, de acordo com a lista anual elaborada pela revista Exame, divulgada dia 27, que lhe atribui uma fortuna superior a 2,5 mil milhões de euros.

O segundo lugar pertence agora a Alexandre Soares dos Santos, que destronou Belmiro de Azevedo no posto. O patrão da Jerónimo Martins viu o valor do seu património aumentar 89 por cento para 1,9 mil milhões de euros em 2011. Em 2004 esta fortuna estava avaliada em 330 milhões de euros.

Belmiro de Azevedo, patrão do grupo Sonae, cai para o terceiro lugar com uma fortuna de 1,3 mil milhões de euros. As famílias Guimarães de Mello e Alves Ribeiro seguem-se na lista dos cinco mais ricos.

A revista conclui que as grandes fortunas aumentaram no seu conjunto em 17,8 por cento face a 2010, equivalendo o total das 25 maiores fortunas a 10,1 por cento do Produto Interno Bruto.


O século asiático

Se as tendências actuais se verificarem, a Ásia deterá mais de metade da produção económica mundial em 2050. Segundo o relatório intitulado «Ásia 2050: Concretizar o Século Asiático», este continente aumentará seis vezes o PIB per capita, atingindo os níveis actuais da Europa.

A prosperidade asiática é liderada por sete nações que têm juntas mais de três mil milhões de habitantes – China, Índia, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Malásia. Mas o BAD alerta que a região ainda é o lar de quase metade dos pobres do planeta, que auferem menos de 1,25 dólares por dia.

«A Ásia está a enfrentar uma transformação histórica» e ao duplicar «a sua participação no PIB mundial para 52 por cento até 2050, poderá recuperar a posição económica dominante que detinha há 300 anos, antes da revolução industrial», refere o relatório, divulgado na terça-feira, 2.


CPPC apoia Estado palestiniano

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação, em conjunto com várias organizações sociais, movimentos e sindicatos, lançou um apelo em que insta o governo português a apoiar «o reconhecimento do Estado da Palestina – com fronteiras nos territórios ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Leste – como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas».

O documento, lançado em 19 de Julho, tem entre os seus primeiros subscritores a CGTP-IN, MURPI, URAP, MDM, Associação de Intervenção Democrática, Associação de Amizade Portugal-Cuba, Confederação de Quadros Técnicos, Colectivo Mumia Abu-Jamal, Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e Sindicato do Trabalhadores do Comércio.


Teresa Villaverde no festival de Veneza

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Os filmes Cisne, de Teresa Villaverde, e Palácios de Pena, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, vão estar presentes na 68.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que terá decorrerá entre 31 de Agostos e 10 de Setembro.

Esta será a terceira participação de Teresa Villaverde no prestigiado certame de Veneza, onde já em 1994 conquistou um prémio com Três Irmãos (melhor actriz para Maria de Medeiros) e, em 2001, recebeu uma menção especial com Água e Sal.

Em Cisne, película que só estreará nos cinemas portugueses depois do Verão, o que mais ressalta «é que apesar de toda a confusão da nossa vida, ainda há uma possibilidade de resolver as coisas que é o amor e a solidariedade, e para nos salvarmos temos que salvar os outros», disse a realizadora à agência Lusa.

Tendo Beatriz Batarda e Miguel Nunes nos principais papéis, no filme ouve-se a nova canção de Chico Buarque «Nina», que integra o novo álbum de originais do compositor brasileiro.

A longa-metragem, feita apenas com financiamento nacional, teve o apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual, da Fundação Calouste Gulbenkian e da CM de Lisboa, e foi produzida pela própria Teresa Villaverde porque «todos os tostões contam para fazer um filme».

Gabriel Abrantes, que em 2010, juntamente com Daniel Schmidt, venceu o Leopardo de Ouro de curtas-metragens, em Locarno, com History of Mutual Respect, apresentará em Veneza a média-metragem Palácios de Pena (The last generation of Portugal), em cujo elenco figuram Catarina Gaspar e Andreia Martins.


«A Filha Rebelde» vai voltar aos palcos

O encenador Carlos Fragateiro pretende repor a peça «A Filha Rebelde», estreada em 2007 no Teatro D. Maria II, e que motivou uma acção em tribunal em que foi acusado, juntamente com Margarida Fonseca Santos e José Manuel Castanheira, de difamação e ofensa à memória de Fernando Silva Pais, último director da PIDE, numa clara tentativa de branqueamento dos crimes do fascismo.

Quatro anos depois da estreia, e uma semana depois dos três arguidos terem sido absolvidos em tribunal (22.07), Carlos Fragateiro anunciou a intenção de fazer regressar a peça aos palcos.

Segundo declarou à Lusa, «repor “A Filha Rebelde” é a melhor vitória deste movimento», admitindo ainda a criação de um movimento cívico «de homenagem aos rebeldes» e à memória, porque «não há futuro sem memória».

A «A Filha Rebelde», que esteve dois meses em cena, era protagonizada por Ana Brandão, no papel de Annie Silva Pais, à frente de um elenco que incluía 16 actores, entre os quais Vítor Norte (Silva Pais) e Lídia Franco (a mãe da protagonista).

O texto, de Margarida Fonseca Santos, baseou-se numa investigação dos jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz.



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