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Crise: o pior está para vir

Os portugueses são os membros da União Europeia mais pessimistas em relação às perspectivas económicas, segundo o inquérito do Eurobarómetro, publicado dia 4 pela Comissão Europeia.

O estudo mostra que 47 por cento dos cidadãos de países da União Europeia acreditam que o pior da crise ainda está para vir, contra 43 por cento que pensam o contrário.

Enquanto a maioria dos inquiridos na Dinamarca, Estónia e Áustria pensa que a fase pior da crise já foi superada, designadamente o seu impacto no mercado de trabalho, em Portugal, Grécia, Chipre, Reino Unido e Irlanda a maioria das resposta aponta em sentido inverso.

Ainda assim 40 por cento do universo dos inquiridos acredita que virão tempos melhores, apesar dos cortes sociais que têm sido aplicados na maioria dos países estudados.


Pobreza incendeia Londres

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Os tumultos iniciados no fim-de-semana em vários bairros dos subúrbios de Londres alastraram, na madrugada de terça-feira, às cidades de Birmingham, Liverpool e Bristol.

As desordens eclodiram na sequência de uma manifestação, na noite de sábado, em protesto contra a morte de Mark Duggan, indivíduo de 29 anos abatido, dia 4, pela polícia de Tottenham. Para além da destruição de automóveis e um autocarro, vários edifícios foram incendiados e pilhadas lojas e caixas multibanco.

Habitado por um grande número de minorias étnicas, o bairro de Tottenham, no Norte de Londres, uma dos mais pobres do país, foi o detonador de uma série de confrontos, pilhagens e destruições que logo na noite de domingo alastraram a outros bairros da capital britânica.

Na terça-feira, depois de mais uma noite agitada, em que se registaram novas pilhagens e vários edifícios foram consumidos pelas chamas, a Scotland Yard anunciou a detenção de 334 pessoas desde o início dos distúrbios, nos quais 25 agentes ficaram feridos.


Indignados reconquistam a praça

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O movimento dos «indignados» de Madrid voltou, dia 5, a ocupar a emblemática praça Puerta del Sol, quatro dias depois de terem sido expulsos e um dia após a violenta carga policial que fez 20 feridos.

Determinados a prosseguir as suas acções de protesto, os activistas querem marcar a agenda política com a exigência da alteração da lei eleitoral, de transparência na vida política e económica e de uma moratória aos despejos por incumprimento das hipotecas.

Segundo uma sondagem do Instituto Ipsos (Público, 06.08) 78 por cento dos espanhóis conhecem o movimento e entre seis a 8,5 milhões asseguram ter participado de alguma forma nas suas iniciativas, visitando os acampamentos e assistindo às suas assembleias ou comissões de trabalho.


Cuba estimula produção agrícola

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As autoridades cubanas decidiram reduzir em 60 por cento os preços dos equipamentos agrícolas, com vista a estimular o investimento na agricultura.

Os novos preços, em vigor desde dia 1, inserem-se na reforma do uso das terras, iniciada em 2008, que permite o arrendamento de parcelas entre 13 e 40 hectares, por um prazo renovável de dez anos a privados e de 25 anos a cooperativas.

Dados oficiais indicam que 171 mil pessoas já solicitaram parcelas agrícolas nos últimos três anos e que 143 mil viram os seus projectos aprovados, numa área total de um milhão de hectares.


Timochenko detida<br>por abuso de poder

A antiga primeira-ministra da Ucrânia, Iulia Timochenko, foi presa preventivamente, dia 5, no âmbito de um processo em que é acusada de abuso de poder.

A justiça acusa-a de ter ultrapassado os seus poderes de primeira-ministra quando autorizou a assinatura de contratos de importação de gás russo a um preço demasiado elevado.

Segundo a acusação, estes acordos implicaram perdas para o Estado ucraniano avaliadas em 1,5 mil milhões de hryvnias (cerca de 130 milhões de euros). Timochenko, que se arrisca a ser condenada a dez anos de prisão, reagiu acusando por sua vez o tribunal de «estar ao serviço» do presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch.


Filmes portugueses<br>no Festival de Locarno

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Cinco filmes portugueses, três deles a concurso, vão ser exibidos esta semana no festival de cinema de Locarno, na Suíça. São eles Alvorada Vermelha, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata; a curta-metragem Nuvem, do realizador luso-suíço Basil da Cunha; Liberdade, de Gabriel Abrantes e Benjamin Crotty; É Na Terra Não É Na Lua, de Gonçalo Tocha; e a derradeira longa-metragem de João César Monteiro, Vai e Vem. O Festival abriu no passado dia 3 e encerra no sábado, 13, com a entrega dos prémios.



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