Aconteu
Estaleiros de Viana<br>protestam em Lisboa

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No final da passada semana, meio milhar de trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) manifestaram-se em Lisboa em defesa da viabilização daquela unidade industrial, contra o plano de reestruturação que prevê o despedimento de 388 trabalhadores e pela defesa da manutenção dos ENVC como empresa pública.

Uma delegação do PCP – que integrou João Frazão, Armindo Miranda e Bernardino Soares, da Comissão Política do PCP, e Filipe Vintém, responsável da DORVIC do PCP -, manifestou a sua solidariedade aos trabalhadores.

Os manifestantes levaram a Lisboa uma moção, aprovada por todos, onde apresentam «provas concretas que demonstram que é possível evitar os despedimentos».

Prestar apoio à administração, através do conhecimento técnico dos trabalhadores, é outra das propostas apresentadas.

Os Estaleiros de Viana «são uma empresa que une gerações, a que toda a população se sente ligada e que tem uma grande importância na cidade. Estamos confiantes que haja diálogo», afirmou Martinho Cerqueira, um dos trabalhadores mais antigos dos Estaleiros.

A moção foi entregue em Lisboa à administração da Empordef, holding pública accionista única dos Estaleiros.


Quase meio milhão<br>protesta em Israel

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No passado sábado, quase meio milhão de israelitas (mais de 450 mil, segundo a Reuters) protagonizou a maior manifestação de protesto jamais realizada no país. Basicamente, o gigantesco protesto reclamava contra os sucessivos cortes governamentais nas áreas sociais – Saúde, Educação, Segurança Social – e concomitantes medidas facilitadoras da acumulação de grandes fortunas. E faziam uma exigência nuito concreta ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu: que aplique reformas sociais para elevar a qualidade de vida de toda a população.

Ao levantar das tendas que iniciaram este vasto protesto popular, houve quem se proponha desenvolver uma ofensiva mais drástica nesta contestação que dura há mais de dois meses em Israel.

Tudo começou com um «movimento dos indignados israelitas» organizado em Tel Aviv, em Julho passado, à volta de uma jovem, Dafni Lif de seu nome, que se instalou numa tenda no centro da principal avenida da cidade, ao perder o apartamento onde vivia.

O movimento de protesto foi crescendo, imparável, espalhando centenas de tendas por diversas cidades israelitas, num movimento essencialmente de jovens e desembocando neste gigantesco protesto popular de meio milhão de cidadãos.


O embuste nas creches

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O anúncio, feito pelo Governo, da criação de 20 mil vagas em creches representa um «escandaloso embuste», segundo a Comissão do PCP para os Assuntos Sociais, que denuncia que estas «vagas» são obtidas não na base do investimento no alargamento da oferta com os padrões de qualidade e segurança exigidos, «mas sim pela artificiosa alteração do número de crianças por sala».

E especifica: «A intenção do Governo de aumentar de oito para 10 o número de crianças em salas de berçário, de 10 para 14 crianças entre o berçário e os 24 meses e de 15 para 18 nas crianças entre os dois e os três anos representa um verdadeiro atentado contra os direitos dos filhos das classes trabalhadoras».

Estas medidas – que procuram «esconder a opção por cortes brutais no investimento público em novos equipamentos» nas creches – apontam, também claramente, para uma «linha de acentuação das desigualdades na qualidade da oferta dos equipamentos de apoio às crianças: uns, superlotados e sem os recursos humanos necessários à garantia de qualidade, são destinados aos filhos das classes trabalhadoras; e outros, “de luxo”, destinados aos filhos das elites».

O PCP manifesta a sua determinação em intervir no plano legislativo sobre a matéria e, ao mesmo tempo, a lutar pela existência de uma Rede Pública de Creches, de qualidade e acessível às famílias.


Despedimento de 37 mil<br>tira máscara a Governo

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A máscara do Governo na Educação «caiu em definitivo», diz o PCP, ao denunciar mais um escândalo governamental desta semana: «o Governo PSD/CDS-PP concretizou o maior despedimento de professores jamais realizado em Portugal», ao lançar para o desemprego «mais de 37 mil docentes contratados, alguns com muitos anos de serviço» - isto na apresentação das colocações de professores deste ano lectivo.

E a queda da máscara governamental no Ensino foi pormenorizada pelo PCP: primeiro, foi invocada a intervenção do ministro da Educação numa iniciativa do PSD, onde declarou que «o mais importante na Educação era melhorar a aprendizagem dos alunos», depois foi contraposto este despedimento sem precedentes de mais de 37 mil docentes, que constitui um flagrante desmentido das afirmações do ministro, reduzindo-as a propaganda de pacotilha.

E o PCP acrescenta, à malfeitoria dos 37 mil despedimentos de docentes, os cortes orçamentais para a Educação de dezenas de milhões de euros, o que configura tudo... menos o empenho em «melhorar a aprendizagem dos alunos».



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